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Mais uma carta de apoio a Prémio Nobel da Paz para Trump

LUDOVIC MARIN/GETTY IMAGES

Desta vez, a missiva é assinada por sete governadores norte-americanos que citam os “esforços transformadores” do Presidente dos EUA “para levar a paz à península coreana". Ironicamente, a carta surge numa altura em que as relações entre Pyongyang e Seul registaram um inesperado arrefecimento e em que a própria cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte pode estar em risco

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, e seis outros governadores norte-americanos apoiam a indicação do Presidente dos EUA, Donald Trump, para o Prémio Nobel da Paz pelos “esforços transformadores de Trump para levar a paz à península coreana”.

Numa carta, dirigida esta semana ao presidente do Comité Nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen, os sete governadores escrevem que “a firme oposição contra a nuclearização, somada à vontade de participar em conversações diretas com Pyongyang, conseguiu abrir novas avenidas de cooperação, amizade e união entre as duas Coreias – e o resto do mundo”.

Ironicamente, a missiva surge numa altura em que as relações entre Pyongyang e Seul registaram um inesperado arrefecimento e em que a própria cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte, marcada para 12 de junho em Singapura, pode estar em risco.

Henry McMaster foi um dos primeiros apoiantes de Trump nas eleições de 2016. Mais tarde, o vice-governador da Carolina do Sul passou a governador quando o Presidente escolheu a então titular do cargo, Nikki Haley, para embaixadora dos EUA nas Nações Unidas.

Trump apoia McMaster nas primárias de junho do Partido Republicano naquele estado, tendo anteriormente surgido num evento de angariação de fundo para a campanha. As imagens do evento têm sido divulgadas com grande destaque nos anúncios televisivos do governador.

Os outros signatários da carta são os governadores de Guam, Mississípi, Kansas, Alabama, Virgínia Ocidental e Maine. A nova carta vem na sequência de uma outra assinada por 18 Republicanos da Câmara dos Representantes dos EUA, que no início de maio nomeou Trump para o Nobel da Paz numa altura em que já decorriam os preparativos para a cimeira histórica com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

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