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Internacional

Soam sirenes a sul de Israel no dia da “catástrofe” para os palestinianos

O Comité da ONU para a Prevenção da Discriminação Racial pediu esta segunda-feira ao Governo de Israel que cesse o "uso desproporcionado da força" contra os palestinianos que se manifestam ao longo da fronteira na Faixa de Gaza

Majdi Fathi/NurPhoto/Getty Images

Na segunda-feira, dia da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, as forças israelitas mataram 60 pessoas na Faixa de Gaza. Esta terça-feira é o dia da “nakba” (“catástrofe”), assinalando-se o 70.º aniversário do deslocamento em massa de palestinianos na sequência da criação do Estado de Israel

Sirenes de alerta do disparo de foguetes soaram esta terça-feira no sul de Israel, perto da fronteira com Gaza. A informação foi divulgada pelo exército israelita, mas não ficou claro se algum míssil foi disparado.

Novos protestos contra Israel são esperados nos territórios palestinianos, um dia depois de as forças israelitas terem matado 60 pessoas na Faixa de Gaza e no dia da “nakba”, ou seja, da “catástrofe”. Esta terça-feira marca o 70.º aniversário do deslocamento em massa de palestinianos na sequência da criação do Estado de Israel.

A violência de segunda-feira coincidiu com a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. Os palestinianos reclamam Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado, entendendo a iniciativa americana como uma manobra de apoio ao controlo israelita de toda a cidade, que Israel considera a sua capital indivisível.

Além das seis dezenas de mortos, as autoridades palestinianas falam em cerca de 2700 pessoas feridas no que descrevem como um massacre. Foi o dia mais sangrento em Gaza desde a guerra de 2014.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que o seu exército apenas agiu em autodefesa contra os militantes islâmicos do Hamas, que, segundo o governante, querem destruir Israel.