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Guterres preocupado com situação em Gaza, que se agrava a cada hora

AFP Contributor / Getty Images

António Guterres diz que apesar de surgirem sempre novos conflitos, os velhos “parecem não morrer nunca”. O Ministério da Saúde de Gaza fala em 41 mortos e 448 palestinianos atingidos por balas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se preocupado com a situação em Gaza, onde 41 palestinianos morreram e centenas ficaram feridos esta segunda-feira por fogo israelita nos protestos contra a transferência da embaixada norte-americana para Jerusalém.

"Vemos uma multiplicação de novos conflitos e os velhos parecem não morrer nunca. Estou particularmente preocupado hoje pelas notícias do que se passa em Gaza, com um elevado número de pessoas mortas", disse Guterres em Viena.

Pelo menos 41 palestinianos morreram esta segunda-feira devido a disparos de soldados israelitas junto à fronteira com Gaza, onde milhares de pessoas se manifestam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, segundo um novo balanço.

“Um massacre” contra os manifestantes

O ministro da Saúde palestiniano acusou esta segunda-feira Israel de cometer "um massacre" contra os manifestantes que protestam na fronteira de Gaza contra a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém.

"Israel cometeu um massacre contra os palestinianos" da Faixa de Gaza, denunciou o ministro da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Jawad Awad.

O ministro fez um "apelo urgente" à comunidade internacional para pressionar Israel a deter o massacre contra o povo palestiniano.

Awad também apelou à Organização Mundial da Saúde, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e às Nações Unidas, "para deterem a matança interminável dos palestinianos".

"O número de mortos está a aumentar e essa é uma indicação perigosa que revela as intenções de Israel em causar um maior número de vítimas entre os manifestantes palestinianos", acrescentou.

O novo balanço, de 41 mortos, atribuído ao Ministério da Saúde em Gaza e que está a aumentar de hora a hora, dá conta de que pelo menos 448 palestinianos foram atingidos por balas, enquanto outras centenas sofreram outros tipos de ferimentos provocados nomeadamente por gás lacrimogéneo.