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Internacional

Portugal ausente da gala da embaixada dos EUA em Jerusalém

“Impeachment” pode ser a única forma de trazer Donald Trump à Justiça

Foto Yuri Gripas/REUTERS

Dezenas de países, muitos europeus, não vão marcar presença na cerimónia que este domingo assinala a mudança da diplomacia norte-americana de Telavive para Jerusalém. No evento também não estarão entidades oficiais portuguesas

É um boicote à decisão dos EUA de transferirem a embaixada em Israel da cidade de Telavive para Jerusalém: a maioria dos países europeus não vai estar na gala deste domingo à noite. Portugal é um dos Estados fora da lista das 32 presenças confirmadas.

A diplomacia portuguesa junta-se às congéneres em Espanha, França, Reino Unido e Itália, por exemplo, que não vão marcar presença na cerimónia de inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. Da União Europeia vão estar somente a Áustria, República Checa, Hungria e Roménia. Ainda do continente europeu e da região da Eurásia, estarão presentes as delegações da Albânia, Geórgia, Macedónia, Sérvia e Ucrânia. No total, os EUA convidaram 86 países mas só 32 aceitaram. Nenhum é de grande relevância no plano internacional.

Segundo o jornal israelita "Haaretz", a gala vai reunir figuras de topo da política e da vida pública israelita, como o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e todos os ministros do seu governo. A cerimónia, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel no papel de anfitrião, terá também a presença da filha do presidente dos EUA Ivanka Trump, acompanhada pelo marido, e do assessor presidencial Jared Kunsher. Está prevista a assistência de um milhar de pessoas.

Embaixada abre na segunda-feira

A abertura oficial da embaixada dos EUA em Jerusalém será na segunda-feira. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a mudança da embaixada no final do ano, quando reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. A decisão foi amplamente criticada pela comunidade internacional e sobretudo pelos palestinianos, que reivindicam Jerusalém oriental, ocupada em 1967, como a capital do almejado Estado da Palestina.