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Internacional

Síria devolve a França condecoração atribuída ao Presidente Assad

Dirigente sírio devolve distinção através da Embaixada da Roménia em Damasco, em imagem divulgada pela página da Presidência da Síria no Facebook

Facebook/AFP

Segundo o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, que anunciou em comunicado a devolução da Grand-Croix da Legião de Honra, “não é uma honra” para o líder sírio “usar uma condecoração atribuída por um país escravo e seguidor dos EUA e que apoia terroristas”

A Síria devolveu a França o prestigiado prémio da Legião de Honra, atribuído a Bashar al-Assad, afirmando que o Presidente não usaria a distinção de um país “escravo” dos EUA. A decisão ocorre dias depois de autoridades francesas terem dito que estava em marcha um “procedimento disciplinar” para a retirada do prémio.

A França juntou-se recentemente aos EUA e ao Reino Unido no bombardeamento de alvos sírios na sequência de um alegado ataque com armas químicas do regime de Assad.

O prémio foi devolvido através da Embaixada da Roménia em Damasco. O Presidente Assad tinha sido condecorado com a mais alta classe do prémio, a Grand-Croix, em 2001, depois de assumir o poder após a morte do pai.

Em comunicado, o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros revela que “devolveu à República francesa a condecoração da Grand-Croix da Legião de Honra atribuída ao Presidente Assad”, sublinhando que “não é uma honra” para o líder sírio “usar uma condecoração atribuída por um país escravo e seguidor dos EUA e que apoia terroristas”.

Todos os anos, cerca de três mil pessoas são condecoradas com a Legião de Honra por “serviços prestados a França” ou pela defesa dos direitos humanos, imprensa livre ou causas similares.

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