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Ex-presidente da câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, junta-se à equipa jurídica de Trump

Drew Angerer/GETTY IMAGES

A nomeação do amigo de longa data do Presidente dos EUA tem como principal missão conduzir a um fim rápido a investigação sobre possíveis interferências da Rússia nas eleições de 2016. Um dos principais problemas com que Giuliani terá de lidar é a questão se Trump deve ou não cooperar com Robert Mueller ao ponto de ser entrevistado pelo procurador especial

O antigo presidente da câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, juntou-se à equipa jurídica de Donald Trump com a tarefa específica de lidar com a investigação especial sobre as possíveis interferências russas nas eleições de 2016. A nomeação de Giuliani, amigo de longa data do Presidente dos EUA, foi anunciada esta quinta-feira numa entrevista ao jornal “The Washington Post”.

A entrada em cena daquele que foi apelidado de “presidente da câmara da América”, na sequência dos ataques do 11 de setembro, segue-se à demissão no mês passado do principal advogado de Trump na investigação, John Dowd. Na entrevista, Giuliani afirma que um dos principais objetivos do seu novo emprego é conduzir as investigações do procurador especial, Robert Mueller, a um fim rápido.

“Espero que consigamos negociar um fim para isto a bem do país e porque tenho grande consideração pelo Presidente e por Bob Muller”, afirmou Giuliani, acrescentando que iria trabalhar ao lado dos dois advogados seniores de Trump, Jay Sekulow e Ty Cobb.

Em comunicado, Sekulow disse: “O Rudy é ótimo. Ele é meu amigo há muito tempo e quer que este assunto seja resolvido rapidamente para o bem do país”. Sekulow anunciou ainda que dois antigos procuradores federais, o casal Jane e Marty Raskin, também se juntariam à equipa jurídica de Trump.

Giuliani integra o círculo próximo do Presidente dos EUA num momento particularmente difícil. O ritmo da investigação de Mueller parece ter acelerado, sobretudo depois das buscas do FBI no escritório e residência do advogado pessoal de Trump, Michael Cohen.

Um dos principais problemas com que Giuliani terá de lidar é a questão se Trump deve ou não cooperar com Mueller ao ponto de ser entrevistado pelo procurador especial. Outro dos assuntos delicados tem a ver com a tendência do Presidente dos EUA de tomar decisões e fazer comentários improvisados sem consultar a sua equipa jurídica.