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Vice-ministro japonês das Finanças demite-se na sequência de acusações de má conduta sexual

Vice-ministro japonês das Finanças, Junichi Fukuda, agora demissionário

JIJI PRESS/AFP/Getty Images

Junichi Fukuda nega as acusações mas apresentou a sua demissão, alegando dificuldades em cumprir as suas funções devido à crescente onda de críticas. Na semana passada, a revista “Weekly Shincho” publicou observações sexualmente sugestivas que Fukuda terá feito no início do ano a uma repórter não identificada

O vice-ministro japonês das Finanças, Junichi Fukuda, demitiu-se esta quarta-feira na sequência de acusações de má conduta sexual. O governante nega as acusações mas apresentou a sua demissão, alegando dificuldades em cumprir as suas funções devido à crescente onda de críticas.

Na semana passada, a revista “Weekly Shincho” publicou observações sexualmente sugestivas que Fukuda terá feito no início do ano a uma repórter que não foi identificada. A publicação divulgou partes do que disse ser uma gravação áudio das observações, acrescentando que o responsável político fazia com frequência comentários semelhantes a mulheres repórteres em conversas privadas.

O Ministério das Finanças pede à alegada vítima que se apresente para que possa ouvir os ambos lados da investigação que a tutela levou a cabo para determinar se houve má conduta sexual. Grupos de direitos das mulheres e legisladores acusam os investigadores de falta de sensibilidade e consciência de privacidade e já exigiram que o chefe de Fukuda, o ministro das Finanças Taro Aso, também se demita.

Aso reconhece que a voz nas gravações parece ser a de Fukuda mas alerta que o vice-ministro demissionário não pode ser responsabilizado antes de se conhecerem o contexto dos comentários e a identidade da alegada vítima. “Como nenhuma vítima emergiu, há apenas um criminoso colocado no local numa história contada por um dos lados”, afirmou o ministro, acrescentando que “Fukuda pode ser a vítima em vez de um transgressor”.

Na quarta-feira, ao final do dia, o canal TV Asahi revelou que a mulher em causa era uma sua repórter e que tinha gravado a conversa como prova. A gravação terá sido fornecida pela jornalista depois de o seu chefe ter dito que seria difícil relatar o incidente no canal televisivo. O nome da repórter não foi, no entanto, divulgado.

Fukuda afirma não saber se a voz que se ouve nas gravações é a sua, sublinhando que não se recorda de ter feito “uma conversa ultrajante como essa”. “Não tenho conhecimento de ter feito qualquer observação que possa ser interpretada como assédio sexual”, concluiu.