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Coreia do Norte disposta a abdicar de armas nucleares “sem exigir condições” aos EUA

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Anúncio foi feito pelo Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, segundo o qual Pyongyang terá manifestado vontade de desistir do seu programa nuclear sem exigir a retirada das tropas norte-americanas da Coreia do Sul, conforme reivindicava até agora

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

A Coreia do Norte estará disposta a abdicar do seu programa de armas nucleares sem exigir quaisquer contrapartidas, incluindo a retirada das tropas norte-americanas da Coreia do Sul. Foi o próprio Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, quem o afirmou numa conferência de imprensa esta quinta-feira. “Pyongyang manifestou vontade de desistir do seu programa nuclear sem exigir a retirada das forças dos Estados Unidos da Coreia do Sul”. A Coreia do Norte ainda se pronunciou sobre estas declarações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá reunir-se com o líder norte-coreano até junho (não é conhecida uma data concreta nem um local) e esta quinta-feira garantiu que se o encontro não der “frutos” estará disposto a levantar-se e sair. Em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que está de visita aos EUA, Trump disse ainda que vai manter pressão máxima sobre o líder norte-coreano Kim Jong-un quanto ao desarmamento nuclear.

Também esta quinta-feira, soube-se que a União Europeia acrescentou quatro nomes à lista de pessoas e entidades sujeitas a sanções por envolvimento nos programas nuclear, de mísseis balísticos ou outras armas de destruição maciça.

As sanções consistem no congelamento de bens e a proibição de viajar para a UE e aplicam-se a quatro pessoas que estiveram envolvidas em “práticas financeiras fraudulentas” para beneficiar o programa de armas nucleares da Coreia do Norte. Com esta decisão, aumenta para 59 o número total de pessoas sancionadas autonomamente pela UE, a que acresce o congelamento de bens de nove entidades.