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Último recurso de Lula negado na segunda instância. Segue-se o Superior Tribunal de Justiça

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O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva viu ser-lhe negado, esta quarta-feira, o último recurso de que ainda dispunha no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que o condendou em segunda instância a uma pena de 12 anos e 1 mês. O caso segue agora para o Superior Tribuanl de Justiça

Preso em Curitiba desde dia 7 de abril, o ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva recebeu esta quarta-feira a notícia de que o último recurso de que dispunha no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) lhe foi negado. Os juízes desembargadores mantiveram a condenação anterior deste mesmo tribunal que já tinham decretado a sentença de 12 anos e um mês de prisão ao ex-Presidente.

"Depois de analisar todas as ponderações da defesa, é manifesta a inadminssibilidade dos embargos. Não se pode que a defesa busque rediscussão de aspectos já julgados", declarou o juiz Nivaldo Brunoni como explicação para o seu voto, segundo escreve a Globo. Os desembargadores Victor Laus e Leandro Paulsen o acompanharam na decisão de não conhecer o recurso.

A defesa do ex-Presidente ainda pode recorrer contra a condenação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, posteriormente, pedir um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados de defesa de Lula, ainda segundo a página da Globo, pedem "que sejam conhecidos e acolhidos estes segundos embargos de declaração para o fim de suprir as omissões e obscuridades" que vêm sendo apontadas desde o primeiro recurso e também que seja "reconhecida a atipicidade da conduta com relação ao delito de corrupção passiva", e que documentos que comprovam a inocência de Lula sejam apreciados.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter alegadamente recebido um apartamento tríplex em São Paulo como "pagamento" pelo favorecimento que terá concedido à empresa de construção OAS nos concursos para contratos com a Petrobras. O ex-Presidente nega todas as acusações.