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Especialistas em malária temem ressurgimento da doença

TONY KARUMBA/GETTY IMAGES

Pela primeira vez numa década, os casos globais não estão a baixar. O financiamento para combater a malária estabilizou e os especialistas alertam para o facto de, sem mais investimento e ações preventivas, poder aumentar ainda mais a incidência da doença e o número de mortes por ela causada

Os casos globais de malária não estão a baixar pela primeira vez em 10 anos, o que leva especialistas a temer um ressurgimento da doença, muitas vezes fatal.

Em 2016, quase metade da população mundial estava em risco de contrair malária. Nesse ano, houve 216 milhões de casos da doença em 91 países, um aumento de cinco milhões em comparação com 2015.

Os aumentos têm sido registados nalgumas partes das Américas, no sudeste asiático, no Pacífico Ocidental e em África, embora em muitas outras regiões as infeções estejam estáveis ou mesmo em declínio.

Parte do problema para esta inversão da tendência tem a ver com o facto de os mosquitos e parasitas que causam e espalham a malária estarem a desenvolver resistência aos inseticidas e aos medicamentos usados contra a doença.

Uma nova vacina experimental, Mosquirix, já está a ser usada para proteger crianças pequenas em áreas selecionadas de África, continente que regista 90% dos casos de malária e 91% das mortes por causa da doença.

O financiamento global para combater a malária estabilizou e os especialistas alertam que, sem mais investimento e ações preventivas, os casos de malária e de mortes associadas à doença podem aumentar ainda mais.

Especialistas e o filantropo Bill Gates pedem aos líderes dos países da Commonwealth, reunidos esta semana em Londres, para oferecerem mais dinheiro para combater a doença.