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“Ouvi o que vocês cantaram, tenho a certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena”: a carta de Lula escrita na prisão

Getty Images

Pelo primeira vez desde que foi preso, Lula da Silva falou publicamente. Ou melhor, escreveu. E termina assim: “Grande abraço”

Lula da Silva está “indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado”. Mas também está tranquilo, porque acredita na Justiça. As palavras estão numa carta que Lula da Silva escreveu dentro da prisão onde está detido, em Curitiba. Esta é a primeira vez que o antigo Presidente brasileiro fala publicamente após a detenção para cumprir a pena a que foi condenado, de 12 anos e um mês.

Ouvi o que vocês cantaram.” Nos últimos dias, muitos têm sido os apoiantes que se manifestaram contra a prisão de Lula, um dos protestos mais recentes aconteceu na segunda-feira, quando um grupo de 30 pessoas invadiu o apartamento de luxo num condomínio do Guarujá, peça central na acusação contra Lula. “Estou muito agradecido pela resistência e a vossa presença neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Quando ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido”, lê-se na carta divulgada pela imprensa brasileira.

Continuo a desafiar a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o [juiz Sérgio] Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo a acreditar na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado”, escreveu Lula, que se despediu com um “grande abraço”.

A carta na íntegra

“Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e pela vossa presença neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Quando ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo a desafiar a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que cometi. Continuo a acreditar na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado. Grande abraço e muito obrigado.”