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Japão vai pedir a Trump que não se preocupe apenas com os mísseis intercontinentais da Coreia do Norte

KIYOSHI OTA/GETTY IMAGES

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, inicia esta terça-feira um encontro de dois dias com o Presidente dos EUA. No topo da agenda estará o programa de desnuclearização da Coreia do Norte. Tóquio quer que Trump evite um acordo em que Pyongyang desista de mísseis balísticos que possam atingir os EUA mas mantenha mísseis de mais curto alcance capazes de ameaçar o Japão

O Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vão procurar esta terça-feira uma base comum de entendimento sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. O assunto irá dominar a agenda do encontro de dois dias no retiro de Trump em Palm Beach, na Florida, mas também se deverá falar de outras questões como o comércio e as relações com a China.

Antes da sua partida, em Tóquio, Abe reafirmou aos jornalistas os laços de cooperação entre o Japão e os EUA. “Quero reafirmar a nossa cooperação na Coreia do Norte, a nossa cooperação em questões económicas e mostrar os fortes laços entre os nossos dois países”, disse. No entanto, o chefe do governo japonês teme que Trump tente vincular questões vitais de segurança a tópicos comerciais delicados.

A cimeira entre o líder norte-americano e o seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, prevista para o final de maio ou início de junho em local a determinar, também preocupa Abe. Tóquio quer que Trump evite um acordo em que Pyongyang desista de mísseis balísticos que possam atingir os EUA mas mantenha mísseis de mais curto alcance capazes de ameaçar o Japão.

Na semana passada, Abe prometeu no Parlamento pedir a Trump que procure a eliminação de todos os mísseis da Coreia do Norte que possam chegar ao Japão. Citado pela agência de notícias Kyodo, o líder do executivo disse que “não faz sentido para o Japão” que Pyongyang elimine somente mísseis balísticos intercontinentais.

Em resposta, a Casa Branca fez saber que Trump também está preocupado com a segurança dos aliados dos Estados Unidos. “Não permitir que a Coreia do Norte ameace os EUA apenas significa que continuamos empenhados em alcançar uma desnuclearização completa, verificável e irreversível da península coreana”, revelou um responsável da Casa Branca.