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Reino Unido avisa: Síria e Rússia ainda não autorizaram entrada de inspetores em Douma

Os inspetores internacionais ainda não entraram em Douma, na Síria

EPA

Uma delegação britânica que integra a missão que irá inspecionar o uso de armas químicas em Douma, diz que ainda não há autorização para a sua entrada na cidade síria situada a dez quilómetros da capital Damasco

Os inspetores de armas químicas ainda não foram autorizados a entrar em Douma, na Síria, informaram este domingo responsáveis da delegação do Reino Unido. “A Rússia e a Síria ainda não autorizaram o acesso sem restrições”, disseram, acrescentando que “Rússia e Síria devem cooperar”.

Estas declarações surgem numa altura em que os inspetores já chegaram a Damasco e aguardam luz verde para verificar o “alegado uso de armas químicas” na Síria.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov, negou de imediato as alegações de que os inspetores estariam impedidos de aceder ao local do suposto ataque químico, informou a agência de notícias russa RIA. O mesmo justificou o atraso da chegada dos inspetores com os ataques aéreos da coligação liderada pelos Estados Unidos, no sábado.

Entretanto, a Organização para a Proibição de Armas Químicas, responsável por fiscalizar a aplicação da Convenção sobre Armas Químicas, reuniu-se esta segunda-feira em Haia para discutir o ataque de 7 de abril em Douma.

A Síria é signatária da Convenção e deverá por isso ser responsabilizada pelo uso de armas químicas, caso tal venha a ser verificado pela equipa de inspetores internacionais. Os únicos países não signatários são o Egito, Israel, Coreia do Norte e Sudão do Sul.

As forças de Bashar al-Assad retomaram o controlo de Douma na semana passada, depois de terem conseguido neutralizar os rebeldes no enclave de Gouta Ocidental. O anúncio aconteceu escassos dias depois da morte de dezenas de pessoas - muitas mulheres e crianças - na sequência de um alegado ataque químico conduzido pelas forças de Assad. Este foi o pretexto para EUA, Reino Unido e França, decidirem atacar com mísseis, no sábado passado, as instalações onde se acredita que estejam a ser desenvolvidas e armazenadas armas químicas.