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Milhares exigem que primeiro-ministro japonês renuncie

FRANCK ROBICHON / EPA

A popularidade do Governo do Japão nunca esteve tão baixa. Para piorar, uma revista acusa de assédio sexual um alto funcionário do Ministério da Economia. Os analistas políticos duvidam que Shinzo Abe consiga conquistar o terceiro mandato como líder do Partido Liberal Democrático, vitória indispensável para se manter no poder

A popularidade do Governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, continua em queda livre. Depois dos escândalos envolvendo a venda de terras pertencentes ao Estado por valores irrisórios, a mais recente dor de cabeça para o Executivo envolve um alto funcionário do Ministério das Finanças, acusado de assédio sexual.

Segundo a revista “Shincho”, o vice-ministro da Administração manteve em diferentes ocasiões comportamentos inadequados em relação a várias jornalistas, nomeadamente num bar onde pediu para tocar os seios e beijar uma repórter.

Junichi Fukuda negou esta segunda-feira as acusações e diz que vai processar a revista por difamação, mas o caso contribuiu para o aumento dos protestos contra o Governo. Os analistas duvidam cada vez mais que Shinzo Abe consiga conquistar o terceiro mandato como líder do Partido Liberal Democrático nas eleições de setembro, vitória indispensável para que permaneça no cargo. Em cima da mesa está mesmo a hipótese de ele renunciar antes de o partido ir a votos.

Uma sondagem da Nippon TV, divulgada no domingo, mostra que apenas 27,7% apoiam Abe, a mais baixa percentagem desde que o primeiro-ministro assumiu funções, em dezembro de 2012.

A insatisfação já chegou às ruas. Este domingo, mais de 30 mil pessoas manifestaram-se em Tóquio, exigindo que Shinzo Abe renuncie.