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“Viktor, desaparece! Nós somos a maioria”: manifestação histórica na Hungria

Laszlo Balogh / Getty

Manifestantes reclamam por eleições mais justas e fiáveis

É a outra Hungria, aquela que não votou em Viktor Orbán. Segundo os organizadores, cerca de cem mil pessoas saíram para as ruas de Budapeste para contestar, na noite de sábado, a reeleição do presidente do país. Trata-se da uma das manifestações mais importantes dos últimas anos neste país da Europa Central, que tem 9,8 milhões de habitantes.

"Viktor, desaparece! Nós somos a maioria", gritava uma juventude zangada numa madrugada de primavera. Slogans hostis à maioria eleitoral de Orbán, largamente reconduzido a 8 de abril com 49,9% dos votos.

Bandeiras e faixas denunciavam a corrupção da "máfia" do partido do primeiro-ministro. Os manifestantes incentivaram os chefes da oposição a pôr de lado as suas diferenças para permitir uma união. A cólera e frustração eram palpáveis durante todo o cortejo.

"A Hungria precisa de mais democracia", afirma Aron Demeter, da Amnistia Internacional, que vê já a sua imprensa livre partir por um caminho pouco desejável, nomeadamente com os jornais da oposição a fecharem as portas.

Os manifestantes reclamavam por novas eleições mais justas e fiáveis.