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Mesmo preso, Lula mantém-se favorito para as Presidenciais de outubro

AFP

Primeira sondagem realizada após a detenção da semana passada dá ao ex-presidente brasileiro 31% das intenções de voto. Maioria dos inquiridos acha que a prisão foi justa.

A prisão de Lula da Silva na semana passada fez diminuir o apoio dos eleitores ao ex-presidente brasileiro, que caiu seis pontos percentuais nas sondagens para as Presidenciais de outubro. Ainda assim, o líder do PT mantém-se favorito, com 31% das intenções de voto, mais do dobro do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, que segue em segundo lugar, com 15%.

De acordo com a primeira sondagem realizada após a prisão de Lula a 07 de abril, Marina Silva, ex-ministra do Ambiente do governo de Lula, conta com 10% das intenções de voto. Já o atual presidente Michel Temer, que pode recandidatar-se, não vai além dos 2%.

O estudo de opinião, realizado pelo Datafolha, revela ainda que 21% dos inquiridos dizem que vão votar branco ou nulo, um patamar nunca antes alcançado em sondagens realizadas a seis meses das eleições.

"Os grupos extremos, tanto anti quanto pró-Lula, caem e o único segmento que cresce é o do chamado eleitor-pêndulo, menos radical, que não é tão fiel ao ex-presidente quantos os seus entusiastas, mas também não o rejeita como os seus detratores", adianta o jornal Folha de São Paulo.

A maioria dos eleitores (54%) considera que a prisão do ex-presidente, decretada pelo juiz Sérgio Moro, foi justa, contra 40% que entendem o contrário. Os que apoiam a detenção são, sobretudo, homens com maior taxa de escolaridade e maior poder de compra, residentes no Sul do país. Pelo contrário, a opinião de que foi injusta prevalece no Norte do Brasil, maioritariamente entre os mais pobres e menos escolarizados.

Apesar de só 30% dos inquiridos defenderem que o líder do PT deve ser impedido de concorrer às eleições, 62% acreditam Lula acabará por não disputar as presidenciais.

Na semana passada, o ex-Presidente brasileiro começou a cumprir pena em Curitiba, em cumprimento de uma ordem judicial pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável por julgar os casos de corrupção relacionados a Operação Lava Jato.

Em junho do ano passado, Moro condenou Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais, num processo em que foi considerado culpado de receber como suborno um apartamento de luxo da Construtora OAS.