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Internacional

Trump admite voltar à Parceria Transpacífico se acordo for “substancialmente melhor”

NA SON NGUYEN/Getty Images

O TPP (sigla em inglês) é o pacto de livre comércio maioritariamente com países da Ásia-Pacífico que o Presidente dos EUA abandonou no ano passado. Críticos da estratégia comercial de Trump quanto à China saúdam este vislumbre de um volte-face. O TPP foi concebido para 12 países, incluindo os EUA, pelo ex-Presidente Barack Obama, para fazer frente ao crescente poder da China na região

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta sexta-feira que só se juntará à Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) se o acordo for “substancialmente melhor” do que as condições oferecidas ao seu antecessor no cargo, Barack Obama. O TPP é o pacto de livre comércio maioritariamente com países da Ásia-Pacífico, que Trump abandonou no ano passado.

Horas antes do anúncio feito no Twitter, Trump afirmou, de forma algo inesperada, que os EUA considerariam voltar ao TPP, um pacto que anteriormente havia classificado como um potencial “desastre”.

A estratégia comercial do Presidente americano tem sido alvo de fortes críticas, sobretudo depois da intensificação da guerra comercial com a China. A decisão de impor tarifas sobre o aço e o alumínio e a ameaça de mais impostos sobre inúmeros produtos chineses – que motivaram, na semana passada, medidas de retaliação do Presidente Xi Jinping – foram criticadas por elementos dos Partidos Republicano e Democrata.

Os críticos defendem que a administração deve trabalhar com outros países para pressionar a China, em vez de aplicar tarifas que convidam à retaliação em sectores como a agricultura.

Este vislumbre de um volte-face em relação ao TPP tem sido, por isso, bem recebido. O senador republicano Ben Sasse, que representa o estado do Nebraska e tem sido crítico das tarifas, recebeu como “boas notícias” a possível reentrada dos EUA no acordo. “A melhor coisa que os Estados Unidos podem fazer agora para combater a fraude chinesa é liderar as outras 11 nações do Pacífico que acreditam no livre comércio e no Estado de Direito", afirmou o senador, citado pela BBC.

O TPP, um acordo comercial concebido para 12 países, incluindo os EUA, foi desenhado pelo ex-Presidente Barack Obama para fazer frente ao crescente poder da China na região. Sindicatos e outras organizações criticaram-no por ser muito favorável aos negócios. A rival de Trump nas eleições de 2016, Hillary Clinton, também se manifestou contra durante a campanha.

A saída do TPP foi um dos primeiros atos oficiais de Donald Trump enquanto Presidente. Os 11 países restantes – Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname – continuaram a negociar, tendo assinado o acordo em março.