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Internacional

Tropas de Assad voltam a içar bandeira síria em Douma

NAZEER AL-KHATIB

Os rebeldes renderam-se na sequência de bombardeamentos massivos das tropas governamentais, ajudadas pela Rússia. As forças de Bashar al-Assad assumiram o controlo total da cidade naquilo que representa uma vitória para o Presidente sírio. Donald Trump disse que os mísseis americanos chegariam à Síria mas a Casa Branca viria a desmentir um ataque iminente

Forças do governo sírio voltaram a içar a bandeira do país no último bastião rebelde em Ghouta Oriental, assumindo o controlo total da cidade de Douma. A informação foi avançada esta quinta-feira pela agência de notícias russa RIA, que acrescenta que os insurgentes se retiraram da cidade naquilo que representa uma vitória para o Presidente sírio Bashar al-Assad.

Os rebeldes renderam-se na sequência de bombardeamentos massivos das tropas governamentais, ajudadas pela Rússia. O grupo Jaish al-Islam concordou no domingo retirar-se de Douma depois do alegado ataque químico, ocorrido no dia anterior, que aumentou a possibilidade de ataques por parte dos EUA.

Citado pela RIA, o major-general Yuri Yevtushenko, chefe do Centro Russo da Paz e Reconciliação na Síria, afirmou: “a bandeira do Estado içada no topo de um edifício na cidade de Douma sinaliza o controlo sobre este local e, por conseguinte, sobre toda a parte leste de Ghouta”.

A polícia militar russa foi mobilizada para Douma esta quinta-feira, ao abrigo do acordo de rendição dos rebeldes. Cerca de 40 mil pessoas, incluindo milhares de rebeldes e as suas famílias, estão a abandonar a cidade para áreas da oposição no norte da Síria.

Na quarta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os mísseis americanos chegariam à Síria, prevenindo a Rússia que se preparasse. No entanto, a Casa Branca viria a desmentir um ataque iminente, esclarecendo que “ainda não foram tomadas decisões, há outras opções”.

As autoridades da Síria e da Rússia têm afirmado que os relatos sobre o ataque químico foram fabricados pelos rebeldes e acusam os EUA de tentarem usar a situação como pretexto para atacar Bashar al-Assad.