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Internacional

Papa Francisco admite “grave erro” em escândalo de abusos sexuais no Chile

NurPhoto/GETTY

Líder máximo dos católicos convocou todos os bispos do Chile para uma reunião de emergência no Vaticano, para discutir o escândalo que envolve a Igreja chilena

O Papa Francisco admite que cometeu um “grave erro” ao negar a responsabilidade do bispo Juan Barros num escândalo de abusos sexuais no Chile. E garante que irá pedir desculpa às vítimas.

“Da minha parte, eu reconheço e, portanto, quero que seja fiel mente transmitido que cometi graves erros de julgamento e perceção da situação, especialmente devido à falta de informação verdadeira e equilibrada. Peço, por isso, perdão a todos os que ofendi e espero poder fazê-lo pessoalmente nas próximas semanas”, afirme Francisco.

Numa carta enviada esta quarta-feira, o Papa convocou todos os bispos do Chile para uma reunião de emergência no Vaticano, que terá lugar nas próximas semanas, para discutir o escândalo que envolve a Igreja chilena. O objetivo é “apagar a mancha que abalou a igreja do Chile e restabelecer a Justiça”.

O Papa defende que será necessário trabalhar em conjunto para “recuperar a confiança na Igreja, confiança que foi quebrada pelos nossos erros e pecados, e curar as feridas que continuam a sangrar na sociedade chilena”.

Após ter lido mais de duas mil páginas do dossiê sobre o caso, Francisco diz ter sentido “vergonha e impressão” pela dor de tantas vítimas.

Foi em meados de janeiro que a polémica surgiu, na sequência de uma visita de Francisco ao Chile. Na altura, o chefe máximo da Igreja Católica assegurou que Juan Barros era inocente no caso. “Estou convencido de que ele é inocente. Não existe uma única prova contra ele. São tudo calúnias”, afirmou na altura Jorge Mario Bergoglio, exigindo provas às vítimas.

Contudo, as suspeitas cresceram sobre o bispo chileno e aumentou a atenção mediática sobre o caso, levando Francisco a enviar o arcebispo Charles Scicluna para o Chile para investigar as acusações.