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Pelo menos 100 mortos na queda de avião militar na Argélia

Notícia já é oficial. Vários serviços de emergência argelinos estão no local onde o avião, que transportava apenas militares, se despenhou num campo agrícola depois de descolar a base aérea de Boufarik, a 30 quilómetros a sul de Argel

Pelo menos 100 militares morreram esta quarta-feira na queda do Ilyushin76 da Força Aérea argelina, pouco depois de o aparelho ter descolado de Boufarik, confirma uma declaração oficial do Ministério da Defesa da Argélia.

A causa do acidente está por esclarecer e o Governo argelino ordenou a realização de uma investigação.

Vários serviços de emergência argelinos estão no local onde o avião, que transportava apenas militares, se despenhou num campo agrícola depois de descolar a base aérea de Boufarik, a 30 quilómetros a sul de Argel.

Os serviços de proteção civil argelinos admitiram que o número de mortos poderá ultrapassar a centena.

"Há mais de 100 mortos. Mas não temos a certeza nesta altura", explicou Mohammed Achour, porta-voz da agência de proteção civil argelina, citado pela agência Associated Press (AP), adiantando que, a bordo, além da tripulação, só seguiam soldados.

O aparelho seguia para uma outra base aérea militar em Bechar, no sudoeste da Argélia, mas antes tinha previsto fazer uma paragem em Tinduf (sul), cidade que alberga milhares de refugiados do vizinho Sara Ocidental, anexado por Marrocos e alvo de uma disputa com a Frente Polisário.

Em fevereiro de 2014, 77 pessoas – militares e respetivos familiares – morreram na sequência da queda de um avião Hércules C-130 da Força Aérea argelina, que se despenhou numa zona montanhosa próxima de Oum El Bouaghi (500 quilómetros a leste de Argel).

Apenas um passageiro sobreviveu ao acidente, que o Ministério da Defesa atribuiu às más condições atmosféricas.

  • Aparelho militar de transporte despenhou-se pouco tempo depois de ter levantado voo da base aérea de Boufarik, perto da capital Argel. Fonte militar citada pela agência France Press refere que seguiam a bordo pelo menos cem pessoas