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Síria: Presidente turco diz que autores de ataque químico “vão pagar caro”

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O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou hoje o alegado ataque com armas químicas que fez dezenas de mortos em Douma, cidade rebelde de Ghouta Oriental, e afirmou que os seus autores vão "pagar caro". Mas não acusou ninguém, ao contrário dos países ocidentais

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou hoje o alegado ataque com armas químicas que fez dezenas de mortos em Douma, cidade rebelde de Ghouta Oriental, e afirmou que os seus autores vão “pagar caro”.

”Amaldiçoo quem cometeu esse massacre, seja quem for. Quem o cometeu vai inevitavelmente pagar caro”, disse Erdogan num discurso em Ancara.
Mais de 40 pessoas morreram no sábado num ataque com armas químicas contra Douma, segundo a organização de assistência aos civis nas zonas rebeldes “Capacetes Brancos” e a organização não-governamental Sociedade Médica Sírio-Americana (Syrian American Medical Society).

O Presidente turco já tinha manifestado a sua preocupação com o ataque numa conversa mantida na segunda-feira com o Presidente russo, Vladimir Putin, principal aliado do regime de Bashar al-Assad.

“Estamos a desenvolver iniciativas. Ontem [segunda-feira] falei ao telefone com Putin e vou continuar, hoje e amanhã [quarta-feira], em contactos semelhantes”, disse.
O Presidente turco não apontou responsáveis pelo ataque, contrariamente a dirigentes ocidentais, que acusam o regime sírio.

No domingo, no entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia declarou suspeitar “fortemente” do regime sírio.
A Turquia apoia a oposição ao regime de Assad, mas coopera com a Rússia e tem como prioridade combater as milícias curdas do norte da Síria.

Moscovo negou que tenha havido um ataque químico em Douma, assegurando que peritos russos que ali se deslocaram não encontraram “nenhum vestígio” de substâncias químicas.
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) anunciou a abertura de um inquérito sobre o ataque a Ghouta Oriental.

Vários ataques químicos foram atribuídos ao regime sírio desde o princípio do conflito, em 2011, mas o regime negou sempre a autoria de ataques químicos.