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Rússia avisa que reação dos EUA na Síria pode ter “repercussões graves”

Vassily Nebenzia, embaixador da Rússia nas Nações Unidas, durante a reunião do Conselho de Segurança sobre os alegados ataques químicos na Síria

Mohammed Elshamy / Anadolu Agency / Getty Images

A ameaça foi feita pelo embaixador russo nas Nações Unidas durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre o alegado ataque com armas químicas este fim de semana. Trump prometeu uma resposta ao “ato hediondo” nas próximas horas

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, disse esta segunda-feira à noite que o seu país “estava a ser ameaçado de forma imperdoável”. Na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o alegado ataque químico na Síria, o responsável afirmou ainda que ações dos EUA podem ter “repercussões graves”.

Nebenzia garantiu que os investigadores russos concluíram que “não houve ataque com armas químicas” em Douma e que este tinha sido encenado por rebeldes treinados por forças especiais americanas para levarem a cabo provocações.

Horas antes, o Presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como “hediondo” o alegado ataque químico cometido no sábado contra a cidade rebelde de Douma, na Síria, e prometeu que Washington tomará uma decisão nas próximas 24 a 48 horas. Trump falava a partir da Casa Branca, por ocasião de uma reunião com os membros da administração norte-americana. “Foi atroz, horrível”, declarou Trump, numa referência ao ataque que classificou como um ato “hediondo contra inocentes”.

Em abril do ano passado, o Presidente norte-americano ordenou ataques aéreos contra uma base síria na sequência de um ataque com armas químicas. O mais recente alegado uso de gás-veneno motivou críticas diretas e sem precedentes ao Presidente russo Vladimir Putin, algo que Trump tentou sempre evitar.

O ataque em Douma, um subúrbio de Damasco controlado pelos rebeldes, terá vitimado 40 pessoas e provocado lesões sérias em centenas de outras. Os EUA e os seus aliados acusaram o regime de Bashar al-Assad de autoria do ataque, sublinhando Trump que Putin, ao apoiar Assad, também tinha responsabilidades.