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Viktor Orbán consegue terceira maioria absoluta consecutiva na Hungria

ZSOLT SZIGETVARY/EPA

Coligação Fidesz-KDNP deverá conseguir 133 dos 199 assentos parlamentares. Líder do partido de extrema-direita Jobbik demite-se. Vitória de Orbán é saudada pela extrema-direita europeia

“Criámos a oportunidade para defender a Hungria. Uma grande batalha ficou para trás. Conseguimos uma vitória decisiva”. Foi desta forma que o primeiro-ministro Viktor Orbán declarou a vitória da sua coligação nas eleições legislativas deste domingo.

Foi a quarta vez, a terceira com maioria absoluta consecutiva, que Orbán venceu as eleições, devendo a coligação Fidesz-KDNP conseguir 133 dos 199 assentos parlamentares.

O líder do partido de extrema-direita Jobbik, Gábor Vona, anunciou que iria demitir-se na sequência da derrota. “Mais uma vez, o Fidesz infelizmente ganhou”, pelo que tiraria as devidas consequências da promessa de demissão caso o seu partido perdesse. Vona prometeu demitir-se já esta segunda-feira, mas acrescentou que o Jobbik iria continuar o trabalho que começou em 2010 como força de oposição ao Fidesz.

Por seu turno, Gergely Karácsony, o candidato socialista a primeiro-ministro, disse que o resultado não é o que esperavam. “Como derrotados, devemos sempre congratular os vencedores. Mas é difícil fazer isso na Hungria”, acrescentou.

Ao longo da noite, foram chegando votos de congratulação pela vitória do Fidesz e de Orbán, nomeadamente do holandês Geert Wilders e da francesa Marine Le Pen.

O líder do Partido da Liberdade da Holanda escreveu: “Parabéns, Viktor Orbán, por este excelente resultado. Uma vitória muito merecida!”.

“Grande e clara vitória de Viktor Orbán na Hungria: a inversão de valores e a imigração em massa defendidas pela UE são novamente rejeitadas. Os nacionalistas podem ser maioritários na Europa nas próximas eleições de 2019!”, escreveu a líder da Frente Nacional em França.

Números divulgados meia hora antes do encerramento das urnas davam conta de uma afluência a rondar os 68,13%, número que supera os 61,73% verificados nas eleições de 2014.

As eleições gerais na Hungria eram esperadas com atenção em toda a Europa devido ao endurecimento das políticas, nomeadamente anti-imigração, do país nos últimos anos.

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