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Síria: EUA e França negam envolvimento em ataque com mísseis que fez pelo menos 14 mortos

Soldados do exército sírio avançam numa área nos arredores de Douma, enquanto prossegue a ofensiva para recuperar a última posição rebelde em Ghouta Oriental

STRINGER

Washington e Paris já negaram envolvimento num ataque que acontece na sequência do alarme internacional provocado por um alegado ataque químico na cidade de Douma, controlada pelos rebeldes

Pelo menos 14 pessoas morreram na sequência de um ataque com mísseis a um aeroporto militar na Síria. A informação foi avançada pela agência de notícias estatal SANA, que precisa que vários mísseis atingiram a base aérea de Tiyas, próxima da cidade de Homs, nas primeiras horas desta segunda-feira.

Washington e Paris já negaram envolvimento num ataque que acontece na sequência do alarme internacional provocado por um alegado ataque químico na cidade de Douma, controlada pelos rebeldes.

No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, apelidou o Presidente sírio, Bashar al-Assad, de “animal” e avisou que ele e os seus aliados Irão e Rússia tinham um “alto preço a pagar”.

Numa declaração conjunta, Trump e o Presidente francês Emmanuel Macron prometeram “coordenar uma forte resposta conjunta” ao alegado ataque químico.

Responsáveis americanos negaram ter lançado o ataque com mísseis desta segunda-feira. Em comunicado, o Pentágono fez saber que “neste momento, o Departamento de Defesa não está a conduzir ataques aéreos na Síria”. “Contudo, continuamos a acompanhar a situação de perto e a apoiar os esforços diplomáticos em curso para responsabilizar quem usa armas químicas, na Síria e noutros locais”, prossegue o comunicado.

Em abril do ano passado, os EUA dispararam 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk sobre o aeródromo militar de Shayrat, em resposta a um ataque com armas químicas numa outra cidade controlada pelos rebeldes, Khan Sheikhoun. No início deste ano, Israel também levou a cabo ataques contra alvos sírios. Israel ainda não comentou o ataque a Tiyas.

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