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Internacional

Bruxelas espera trabalhar com Orbán em “desafios comuns”

d.r.

Porta-voz da Comissão Europeia diz que a UE é uma união de “democracias e valores” e sublinha que cabe aos Estados-membros respeitar esses princípios

A Comissão Europeia (CE) disse esta segunda-feira que espera poder trabalhar "em muitos desafios comuns" com Viktor Orban, que venceu as legislativas de domingo na Hungria, com base nos princípios e valores partilhados por "todos os Estados membros".

"A Comissão espera trabalhar com o primeiro-ministro Orban nos muitos desafios comuns que enfrentaremos nos próximos meses", disse o porta-voz da CE, Margaritis Schinas, na conferência de imprensa diária da instituição.

Schinas confirmou que o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, enviará esta segunda-feira a Orbán uma carta de felicitações pela "clara vitória" do seu partido e que ambos vão manter terça-feira uma conversa telefónica para debater "assuntos de interesse comum".

O porta-voz sublinhou que "o povo da Hungria votou" e a União Europeia (UE) é uma união de "democracias e valores".
"O presidente Juncker e a CE pensam defender estes princípios e valores é dever comum de todos os Estados membros, sem exceções", afirmou.

Apesar das muitas críticas de Orban, agora eleito para um terceiro mandato consecutivo, a políticas chave da UE, o primeiro-ministro húngaro recebeu também esta segunda-feira felicitações da sua família política europeia, o Partido Popular Europeu (PPE), do qual fazem também parte a CDU da chanceler alemã Angela Merkel e os portugueses PSD e CDS/PP.

"Parabéns a Viktor #Orban e #Fideszmpsz pela clara vitória nas eleições na Hungria. Aguardo com expectativa continuar a trabalhar convosco em soluções comuns para os desafios europeus", escreveu o líder do PPE no Parlamento Europeu (PE), o eurodeputado alemão Manfred Weber, na sua conta na rede social Twitter.

O partido de Orban, o nacionalista Fidesz, obteve 48,9%, quando estão contados quase 99% dos votos expressos, elegendo, com o seu pequeno aliado Partido Democrata-Cristão, 134 dos 199 deputados que compõem o Parlamento, segundo o Gabinete Nacional Eleitoral da Hungria.

Esta representação parlamentar ultrapassa o mínimo (133) para uma maioria de dois terços.

O partido de extrema-direita nacionalista Jobbik ficou em segundo lugar, com 26 deputados, e uma coligação liderada pelo Partido Socialista em terceiro, com 20 deputados.