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Trump ameaça responsáveis por ataque químico na Síria: “Vão pagar caro”

Criança síria, com dificuldades respiratórias, na cidade de Duma, este domingo

Mouneb Taim / Anadolu Agency / Getty Images

Reagindo às notícias que dão conta de um novo ataque químico na Síria, o Presidente dos Estados Unidos não poupou nas palavras: chamou “animal” a Assad e disse que Rússia e Irão são também responsáveis

Margarida Mota

Jornalista

O Presidente dos Estados Unidos reagiu com força e determinação às notícias que dão conta de um novo ataque com armas químicas na Síria.

Este domingo, Donald Trump recorreu ao Twitter para disparar em várias direções e apontar culpados no mais recente massacre contra o povo sírio: “Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças, num ataque QUÍMICO estúpido na Síria. A área da atrocidade está bloqueada e cercada pelo exército sírio, o que a torna completamente inacessível ao mundo exterior. O Presidente Putin, a Rússia e o Irão são responsáveis por apoiarem esse Assad animal. Alto preço a pagar.”

Não é a primeira vez que Donald Trump reage — com palavras e ação — a notícias sobre ataques químicos na Síria. Há sensivelmente um ano, após serem divulgados vídeos de mulheres e crianças a asfixiarem e a espumarem da boca, após um bombardeamento à cidade de Khan Sheikhoun, na província rebelde de Idlib, Trump ordenou um ataque a posições militares do regime de Bashar al-Assad. Entre o ataque, a 4 de abril de 2017, e a ação efetiva decorreram 63 horas.

Bicada em Obama

Atuar na Síria serve também para Trump marcar diferenças em relação ao seu antecessor, como tanto gosta, e que ele não esqueceu nos ‘tweets’ deste domingo: “Se o Presidente Obama tivesse atravessado a Linha Vermelha na Areia de que falou, o desastre sírio teria terminado há muito tempo! O animal do Assad seria história!”

A 20 de agosto de 2012, em declarações à imprensa na Casa Branca, Obama traçou uma “linha vermelha” para a guerra da Síria que, se ultrapassada pelo regime de Damasco, forçaria os EUA a intervirem — essa linha era o uso de armas químicas. Quase um ano depois, em agosto de 2013, confrontado com notícias de um ataque com gás sarin à região rebelde de Ghouta Oriental — a mesma região atingida na sexta-feira passada —, Washington não reagiu.