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“É uma vergonha para a Europa existirem presos políticos”: Puigdemont já está em liberdade

Ex-presidente do governo da Catalunha já deixou a prisão de Neumünster. Pagou 75 mil euros de fiança e anunciou no Twitter que está a caminho de Berlim

“É uma vergonha para a Europa existirem presos políticos” no seu território, disse o líder independentista da Catalunha, esta sexta-feira à saída prisão de Neumünster, no norte da Alemanha.

Numa declaração à imprensa, que durou 2 minutos, e foi feita em inglês, Carles Puigdemont, diz:“ A nossa luta é também por democracia e direitos humanos (...) e chegou o tempo de fazer política”. A declaração do ex-presidente do Governo catalão, à saída da prisão de Neumünster [Alemanha], pode ser vista na íntegra no vídeo acima.

Puigdemont , passou os últimos dez dias na prisão, depois de ter sido detido pela polícia alemã – que assim deu cumprimento de uma ordem europeia de detenção emitida pela justiça espanhola.

À saída da prisão, o líder independentista catalão anunciou no Twitter que está a caminho de Berlim.

Na última quinta-feira, a justiça alemã país decididiu libertar o líder independentista da Catalunha, mediante o pagamento de 75 mil euros de fiança. Recorde-se que Carles Puigdemont esteve detido 12 dias.

A notícia da libertação de Puigdemont foi dada pela agência France Presse. O líder independentista catalão saiu da prisão às 13hh50 na Alemanha (12h50 em Lisboa).

Alemanha ainda não decidiu extradição

O Governo de Madrid quer que Puigdemont seja extraditado a sua extradição para Espanha pelos crimes de rebelião e peculato; a justiça alemã ainda não decidiu se extradita ou não Puigdemont. No entanto, a Audiência territorial do estado federal alemão – em que Puigdemont se encontra – não reconheceu a acusação crime de "rebelião", pelo que só poderá vir a ser extraditado pela acusação de crime de peculato.

O ex-presidente da Generalitat da Catalunha agradeceu todas as demonstrações de "apoio" e "solidariedade" que recebeu enquanto esteve detido em Neumünster, e apelou de novo ao diálogo de Madrid com a Catalunha.

A justiça espanhola acusa Puigdemont de crimes de rebelião, sedição e peculato por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha e organizado um referendo ilegal, a 1 de outubro de 2017.

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