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Escalada de violência em Londres já fez mais de 50 vítimas mortais este ano

HENRY NICHOLLS / REUTERS

Uma vaga de assassínios preocupa as autoridades do Reino Unido. Esta quarta-feira à noite um homem morreu esfaqueado nos arredores da capital. Dias antes, mais três pessoas morriam vítimas de crimes violentos. Só em duas semanas, no mês passado, 13 pessoas morreram em circunstâncias similares

Um homem de cerca de 20 anos morreu esfaqueado, esta quarta-feira à noite, no nordeste de Londres. É a mais recente vítima mortal de uma vaga de homicídios na capital britânica que está a preocupar as autoridades.

A vítima foi encontrada com vida mas, apesar dos esforços dos agentes da polícia, não foi possível reanimá-la. Morreu no mesmo sítio onde foi encontrada, por volta das 21h30. Não há qualquer detenção relacionada com esta morte.

Desde o início do ano estima-se que mais de 50 pessoas tenham sofrido mortes violentas em Londres, refere o diário britânico “The Guardian”. A Scotland Yard tem entre mãos 55 casos de suspeita de assassínio só nestes três meses de 2018. Só no mês de março, o balanço é de 13 vítimas mortais em duas semanas, em Londres. Nunca houve tantas mortes por esfaqueamento em Inglaterra e Gales desde 2010-2011, especialmente na capital.

No mesmo dia, horas antes da morte acima descrita, outro homem na casa dos 50 anos foi encontrado sem vida após aquilo que testemunhas descreveram como “briga suspeita”, segundo a Polícia Metropolitana de Londres, citada por “The Guardian”.

Terça-feira os britânicos acordavam com outra notícia devastadora: Amaan Shakoor tinha sido morto a tiro, no norte da capital, tornando-se a mais jovem vítima de homicídio desde o início de 2018. Tinha 16 anos. Meia hora antes, a jovem Tanesha Melbourne, de 17 anos, fora morta a tiro na zona de Tottenham, num incidente que as autoridades supeitam estar relacionado com violência de gangues.

A chefe da polícia londrina, Cressida Dick, tem atribuído esta escalada de violência a disputas de adolescentes nas redes sociais, que “numa questão de minutos” passam de discussões virtuais a assassínios na vida real.