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Diplomatas norte-americanos abandonam Rússia devido ao caso Skripal

Rússia responde aos EUA com medidas semelhantes. Diplomatas norte-americanos deixaram a embaixada em Moscovo para regressarem ao seu país

Dezenas de diplomadas norte-americanos e as suas famílias abandonaram esta quinta-feira a embaixada em Moscovo rumo aos Estados Unidos, na sequência da medida de retaliação decidida pela Rússia, no âmbito do caso Skripal.

Os norte-americanos deixaram a embaixada em Moscovo por volta das 6h30 (3h30 em Lisboa), no último dia permitido pela Rússia, que tinha dado uma semana aos 58 funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em Moscovo e a dois funcionários do Consulado norte-americano de Ecaterimburgo para deixarem o país.

A decisão de Moscovo foi tomada depois de Washington ter ordenado a expulsão de 60 diplomatas russos.

A 4 de março, Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha, Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes num banco perto de um centro comercial em Salisbury, sul de Inglaterra.

As autoridades britânicas afirmaram que os dois tinham sido envenenados com um agente neurotóxico de tipo militar e responsabilizaram a Rússia pelo incidente que classificaram como um ataque.

As autoridades russas já negaram qualquer tipo de envolvimento no envenenamento do ex-espião Serguei Skripal.

A substância conhecida como Novichok é uma arma química desenvolvida pela então União Soviética no final do período da Guerra Fria.

Na semana passada, quase 30 países da Europa - incluindo mais de metade dos Estados-membros da União Europeia -, os Estados Unidos e Austrália, bem como a NATO, decidiram a expulsão de diplomatas russos, afetando um total de mais de 150 funcionários.

Moscovo ripostou adotando medidas idênticas em relação a um número equivalente de diplomatas desses Estados.

O ex-espião continua em estado crítico, mas a filha recuperou na semana passada e está consciente e capaz de falar, segundo as autoridades britânicas.

Serguei Skripal é um antigo coronel do serviço de informações do exército russo, condenado em 2006 por "alta traição", após ter sido acusado de vender informações aos britânicos. Em 2010, beneficiou de uma troca de espiões organizada por Moscovo, Londres e Washington, e instalou-se em Inglaterra.