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Internacional

Trump diz que poderia ter uma boa relação com Putin. Ou talvez não

Trump na conferência de imprensa conjunta com os líderes dos países Bálticos

Alex Wong

A afirmação foi feita, esta terça-feira, pelo Presidente dos EUA numa conferência de imprensa com os líderes da Estónia, Lituânia e Letónia. Países Bálticos pediram a Trump posição mais dura em relação a Putin. “Ninguém tem sido mais duro com a Rússia do que eu” foi a resposta

Donald Trump pensa que poderia ter uma boa relação com o Presidente russo Vladimir Putin. A afirmação foi feita, esta terça-feira, pelo Presidente dos EUA numa conferência de imprensa na Casa Branca, ao lado dos líderes da Estónia, Lituânia e Letónia. “É uma possibilidade real. Dar-me bem com a Rússia é uma coisa boa. Penso que poderia ter uma muito boa relação com a Rússia e com o Presidente Putin e, se tivesse, seria ótimo. Mas também há uma grande possibilidade de isso não vir a acontecer. Quem sabe?”, acrescentou.

Numa cimeira realizada na Casa Branca, os três países Bálticos pediram a Trump que adotasse uma posição mais dura em relação a Putin e que reforçasse as defesas americanas contra a Rússia no bloco leste da NATO. “Ninguém tem sido mais duro com a Rússia do que eu” foi a resposta de Trump, lembrando que sempre se bateu por um aumento dos gastos com a defesa, para reforçar a capacidade militar americana, e por um impulso mais agressivo na produção de energia, permitindo que os EUA se tornassem exportadores em concorrência com a Rússia.

Trump elogiou os três líderes pelo compromisso dos seus países em cumprir a meta da NATO de gastar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa este ano. Segundo dados divulgados no mês passado pela Aliança Atlântica, a Estónia atingiu esse objetivo em 2017, enquanto a Letónia e a Lituânia se aproximaram da marca, com 1,75% e 1,73%, respetivamente. Em contraste, outros países têm sido “delinquentes” no apoio à NATO, contrapôs Trump.

Os países Bálticos, juntamente com os EUA, impuseram sanções à Rússia em resposta à tentativa de assassinato do ex-espião Sergei Skripal e da sua filha em Inglaterra, no mês passado, um ataque que tem sido atribuído ao Kremlin. Na semana passada, a administração Trump anunciou planos para expulsar 60 diplomatas russos, como parte da resposta internacional às suspeitas de envolvimento da Rússia no ataque.

Apesar da dureza destas posições, Trump insistiu, esta terça-feira, que linhas de comunicação mais abertas entre ele e Putin beneficiariam os EUA. O comentário surge na sequência da declaração da Casa Branca, no dia anterior, de que os dois líderes discutiram “um encontro bilateral num futuro não muito distante” na mais recente conversa telefónica que tiveram. Foi nessa conversa de 20 de março que Trump felicitou Putin pela sua reeleição, apesar das enormes críticas em relação ao processo eleitoral russo e da investigação às suspeitas do envolvimento russo nas eleições americanas de 2016.