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Internacional

Mulher terá atacado sede do YouTube por não receber pelos vídeos que partilhava

JOHN G. MABANGLO/EPA

A autora do ataque foi identificada como Nasim Aqhdam. Segundo o pai, “ficou zangada” por ter deixado de ser paga pelos conteúdos publicados

A mulher suspeita de ter atingido a tiro três pessoas na sede da empresa YouTube e que se suicidou atacou a empresa porque deixou de ser paga pelos vídeos que difundia através da plataforma digital, disse o pai da atacante.

Segundo a Associated Press, que cita fontes ligadas à polícia, a mulher que atacou a sede social da empresa YouTube chama-se Nasim Aqhdam, residente no sul da Califórnia, Estados Unidos.
A empresa YouTube "parou com tudo" e "ela ficou zangada" disse Ismail Aqhdam, pai de Nassin entrevistado pelo telefone pela Bay Area News Group.

Os utilizadores que difundem vídeos através do YouTube podem receber dinheiro através dos anúncios publicitários que acompanham as imagens, mas a rede social pode suspender os pagamentos caso o material vídeo seja considerado pouco apropriado ou se tiver menos de mil visualizações.

Ismail Aqhdam disse que a filha desapareceu na segunda-feira e que não atendeu o telefone durante dois dias, acrescentando que a família foi contactada na terça-feira pela polícia informando que Nassim estava a dormir no interior da viatura onde se encontrava.

O pai de Nassim disse que avisou na polícia de que a filha poderia estar a dirigir-se à sede da YouTube porque "ela odiava" a empresa.

A porta-voz da polícia de Mountain View, Califórnia, Katie Nelson, confirmou que os agentes localizaram uma mulher identificada como Nassim Aqhdam que estava a dormir no interior do veículo parado num parque de estacionamento.

Katie Nelson não comentou as declarações do pai de Nassim que terá avisado as autoridades sobre as intenções da filha em relação à empresa YouTube.

Após o ataque, as primeiras declarações das autoridades indicavam que os disparos que feriram três pessoas estavam a ser investigados no quadro de uma discussão entre familiares.

Quando se aperceberam do ataque os funcionários da companhia YouTube, situada na cidade de San Bruno, na região de San Francisco, Califórnia, chamaram a polícia através do número de emergência.

Dianna Arnspiger, empregada da YouTube disse que se encontrava no segundo piso do edifício quando ouviu os disparos e que ao aproximar-se das janelas viu a atacante que se encontrava no pátio da empresa e que empunhava uma "grande pistola".

Um homem de 36 anos e uma mulher de 32 anos - atingidos pelos disparos - encontram-se em estado considerada grave.

A terceira vítima, uma mulher de 27 anos também foi internada, mas está fora de perigo, segundo fontes do hospital de San Francisco para onde foram transportados os feridos.

Um responsável policial referiu que as autoridades acreditam que a atacante se terá suicidado com um tiro.

A empresa Google, proprietária da YouTube, a maior empresa de vídeos on-line a nível mundial, disse que os seguranças que trabalham no complexo de San Bruno ajudaram as autoridades a evacuar os prédios da companhia onde trabalham cerca de mil pessoas.