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Expresso

Internacional

ACNUR espera que Israel “reconsidere em breve” anulação de acordo sobre migrantes

Migrantes africanos e cidadãos israelitas protestam à frente do gabinete do primeiro-ministro, em Jerusalém, contra o plano de deportação de migrantes que foi apresentado em janeiro pelo Governo de Israel

ABIR SULTAN / EPA

Acordo anunciado na segunda-feira previa que Israel dotasse a mais de 1000 migrantes africanos no seu território o estatuto de residentes temporários. Horas depois de assinar o acordo, Netanyahu suspendeu-o e vai iniciar a sua anulação

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) espera que Israel "reconsidere em breve" a sua decisão de anular um acordo sobre migrantes africanos que tinha acabado de concluir, afirmou esta terça-feira um porta-voz do organismo.

"Continuamos a acreditar na necessidade de um acordo em que todos ganham, que pode beneficiar Israel, a comunidade internacional e as pessoas que precisam de asilo", explicou William Spindler por correio eletrónico à agência France-Presse. "Esperamos que Israel reconsidere em breve a sua decisão" de anular o acordo, adiantou.

O acordo previa a instalação em países ocidentais, nomeadamente o Canadá, a Alemanha e Itália, de mais de 16.000 migrantes africanos -- sobretudo eritreus e sudaneses - que se encontram em Israel. Em contrapartida, Israel daria o estatuto de residente temporário a um número semelhante de migrantes que ficariam no seu território.

Algumas horas depois de ter anunciado na segunda-feira o acordo, que substituiria um programa de expulsões muito controverso, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, suspendeu-o e esta terça-feira anunciou a sua anulação.

O anúncio do acordo provocou críticas de habitantes de Telavive, onde vive a maioria daqueles migrantes, e da direita israelita, enquanto a oposição de esquerda, que tinha saudado o acordo, criticou o primeiro-ministro quando o suspendeu.