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Internacional

Presos embebedam guarda e fogem de cadeia de segurança máxima na Colômbia

Dois guerrilheiros das desativadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ofereceram álcool a um guarda da prisão onde estavam detidos. Depois de estar devidamente embriagado, o guarda abriu a porta para ir comprar mais bebidas, e os reclusos abandonaram a cadeia... pela porta da frente

Dois combatentes das antigas FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], fugiram da prisão de máxima segurança “La Picota” na capital da Colômbia. Para concretizar a fuga os reclusos só precisaram de uma bebida alcóolica de fabrico artesanal em quantidade suficiente, e de um guarda prisional apreciador da beberragem.

Os preparativos da fuga foram testemunhados por outros presos e guardas da cadeia de máxima segurança. Estas testemunhas dizem ter visto o guarda Gilberto Vargas Manrique a beber álcool artesanal com os foragidos – relata o site da rádio colombiana “W Radio”. Estas bebidas alcoólicas são fabricadas em “La Picota” pelos reclusos que ali estão detidos; apesar de já ter havido várias ações de verificação, nunca foi possível desmontar a linha de fabrico de álcool artesanal e clandestino.

Guarda não se aguentava em pé

"O guarda prisional que estava a beber com os reclusos, estava bêbedo. Não conseguia aguentar-se em pé, e acabou por deixar sair os reclusos pela porta principal, quando a abriu para ele próprio sair e ir comprar mais bebidas", conta um dos guardas do estabelecimento prisional de Bogotá, ouvido pela “W Radio”.

O relatório elaborado pela Procuradoria da Colômbia para apurar as responsabilidades e causas da fuga, refere que o guarda Gilberto Vargas Manrique foi encontrado pelos seus colegas visivelmente embriagado, com "hálito a álcool" . Gilberto recusou-se a fazer um teste de alcoolemia , quando lhe foi solicitado.

Estas informações foram confirmadas por German Ricaute, diretor de "La Picota", em declarações à rádio "LA Fm": “Provavelmente foi esta caraterística do funcionário prisional” que o levou a beber a bebida oferecida pelos reclusos, que aproveitaram para fugir.

Ricaute fez questão da sublinhar que a falha de segurança foi um ato “individual” e que houve “falta de profissionalismo” do guarda envolvido no incidente. O diretor da cadeia garante que está em curso um processo disciplinar para decidir quais as sanções que irão ser aplicadas a Gilberto Vargas.

As autoridades colombianas estão à procura dos dois foragidos: Jhon Alejandro Gutiérrez Rincón, conhecido como Mayimbú, foi preso em 2003 e condenado por rapto a 40 anos de prisão. Olmedo Vargas Padilla, foi capturado em novembro de 2017.