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Internacional

12 palestinianos mortos em confronto com o exército israelita

O número de palestinianos mortos esta sexta-feira na sequência de confrontos entre o exército israelita e manifestantes ocorridos na fronteira de Gaza com Israel é de 12, segundo um balanço, que revê os feridos para mil pessoas

O número de palestinianos mortos esta sexta-feira na sequência de confrontos entre o exército israelita e manifestantes ocorridos na fronteira de Gaza com Israel subiu para 12, segundo um novo balanço, que também revê os feridos para mil pessoas.
O anterior balanço, também avançado pelo Ministério de Saúde palestiniano, dava conta de sete mortos e 500 feridos.
Milhares de pessoas, cerca de 17 mil, segundo as agências internacionais, concentraram-se hoje junto de vários pontos da fronteira de Gaza com Israel, num protesto intitulado "A Grande Marcha do Regresso", convocado pelo movimento radical palestiniano Hamas, por ocasião da comemoração do Dia da Terra.
O movimento radical palestiniano controla a faixa de Gaza, enclave palestiniano sob bloqueio israelita e egípcio, desde 2007.
O protesto degenerou em incidentes e o exército israelita tentou dispersar os manifestantes com gás lacrimogéneo e outros meios de dissuasão.
As forças israelitas, que também destacaram blindados para a zona fronteiriça, utilizaram munições reais contra os manifestantes que tentavam ultrapassar as barreiras de segurança.
O exército israelita afirmou que utilizou balas reais depois de os manifestantes palestinianos, situados junto à zona fronteiriça, terem lançado pedras e bombas incendiárias em direção aos soldados israelitas.
Em reação aos acontecimentos, a Turquia já denunciou o "uso desproporcional" da força por parte de Israel.
"Condenamos veementemente o uso desproporcional da força por parte de Israel contra os manifestantes palestinianos", declarou, num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco, apelando a Telavive para "pôr fim o mais rápido possível ao uso da força que faz aumentar as tensões na região".
"Convidamos a comunidade internacional a assumir as suas responsabilidades de forma a levar Israel a desistir desta atitude agressiva", acrescentou a mesma nota.
Esta marcha de protesto coincide com o Dia da Terra, ocasião em que os palestinianos recordam a morte de seis árabes desarmados em 1976 em protestos contra a tomada de terras por parte de Israel.
O Hamas apelou à população de Gaza que mantenha o protesto, nomeadamente com a montagem de um acampamento improvisado junto da fronteira, até 14 de maio, o dia da Nakba (que significa catástrofe), data que os palestinianos associam à criação do Estado de Israel em 1948.