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Internacional

Trump demite secretário dos Assuntos dos Veteranos

Alex Wong/Getty Images

Para o seu lugar, o Presidente norte-americano nomeou o seu médico pessoal, Ronny Jackson

Donald Trump anunciou esta quarta-feira a demissão de David Shulkin do cargo de secretário dos Assuntos dos Veteranos. Para o seu lugar, o Presidente norte-americano nomeou o seu médico pessoal, Ronny Jackson.

O anúncio foi feito por Trump através do Twitter. Num comunicado divulgado posteriormente pela Casa Branca, o Presidente disse ter “apreciado o trabalho de David Shulkin” e tudo aquilo que fizeram juntos no Departamento dos Assuntos dos Veteranos. “Ele foi um grande apoiante dos veteranos e estou grato pelo serviço que prestou”, acrescentou. Para justificar a nomeação de Ronny Jackson, Trump destacou as suas “qualificações enquanto membro das Forças Armadas, porque testemunhou o sacrifício dos nossos veteranos e sabe o que o nosso país lhes deve”.

Enquanto Ronny Jackson não tomar posse, será Robert Wilkie, advogado e membro do Governo norte-americano, a assumir interinamente o cargo.

David Shulkin, o único membro do gabinete de Trump que foi confirmado de forma unânime pelo Senado, já tinha feito parte da Administração Obama como número dois no Departamento dos Assuntos dos Veteranos. Nos últimos tempos, Shulkin foi criticado por alguns conservadores, que o acusaram de não ter feito o suficiente para privatizar a Administração de Saúde dos Veteranos, que assegura seguros de saúde a mais de nove milhões de veteranos.

Desde julho do ano passado que Shulkin tem estado envolvido em alguns conflitos éticos, nomeadamente quando visitou o Reino Unido durante um torneio de ténis de Wimbledon, onde aceitou ingressos cujo valor excedia o limite estabelecido pelo governo norte-americano em relação a presentes a funcionários públicos. Em setembro, pediu à Casa Branca para que a sua mulher o acompanhasse na abertura dos Jogos Invictus, realizados em Toronto, no Canadá.

O homem que o vai suceder no cargo é médico oficial de Donald Trump desde 2013. É também contra-almirante na marinha norte-americana.