Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Parlamento catalão condena “presos políticos” e reclama Puigdemont como presidente

ALBERT GEA / REUTERS

O bloco de independentistas, que obteve a maioria no parlamento regional nas passadas eleições em dezembro, aprovou esta quarta-feira duas resoluções em que reclama a liberdade dos deputados presos e reivindica o direito de Puigdemont ser eleito presidente

Três meses depois das eleições na Catalunha, o parlamento regional continua num impasse. Os motivos não são só políticos, mas também judiciais: cinco deputados independentistas estão presos, dois dos quais possíveis candidatos à presidência do governo regional catalão. Também o ex-presidente Carles Puigdemont, a escolha principal dos secessionistas para o governo catalão, foi detido no domingo pela polícia alemã.

Esta quarta-feira, o parlamento regional catalão aprovou uma proposta não vinculativa, essencialmente de valor simbólico, que condena a prisão dos deputados independentistas presos - Jordi Sànchez, Oriol Junqueras, Jordi Turull, Josep Rull y Raül Romeva - e reclama a sua liberdade “imediata”.

Mas os entraves judiciais não retiram a esperança aos separatistas de verem os seus candidatos eleitos. Uma segunda resolução, também aprovada, reivindica o direito de Turull, Sánchez e Puigdemont a serem investidos como presidentes do governo catalão.

O deputado Carlos Riera do partido independentista de extrema-esquerda CUP foi ainda mais longe e pediu ao presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, que convoque um plenário de urgência para tornar efetiva a investidura de Puigdemont.

Ambas as propostas foram aprovadas com os votos dos três partidos independentistas: Juntos pela Catalunha (JxCat), Esquerda Republicana (ERC) e Candidatura de Unidade Popular (CUP). Já os partidos unionistas - Cidadãos, Partido Popular da Catalunha e Partido Socialista da Catalunha - discordaram das resoluções e votaram contra.

Na posição tomada pelo parlamento, a instituição compromete-se a “adotar todas as medidas necessárias para garantir” que os presos catalães “possam exercer os seus direitos políticos”.

Carles Puidgemont foi detido no domingo pela polícia alemã junto à fronteira com a Dinamarca no âmbito de um mandado de detenção europeu emitido pela justiça espanhola.

Na sexta-feira da semana passada, o Supremo Tribunal espanhol acusou 13 separatistas de delito de rebelião pela sua participação no processo de independência da Catalunha, entre os quais se encontram Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica até ter sido detido pelas autoridades alemãs, e o seu ex-presidente, Oriol Junqueras, preso desde novembro de 2017.