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Kremlin diz que resposta à expulsão de diplomatas será “recíproca” e decidida por Putin

Hannah Peters/Getty Images

A Rússia reage ao anúncio desta segunda-feira de que funcionários russos colocados em embaixadas em países ocidentais vão ser expulsos nos próximos dias em resposta ao envenenamento Skripal

A Rússia vai responder de forma "recíproca" às expulsões de diplomatas russos por países da UE e outros ocidentais, como os Estados Unidos, esta segunda-feira anunciadas, mas a decisão final será adotada pelo Presidente Vladimir Putin, referiu o Kremlin.

"Temos de analisar a situação. O ministério dos Negócios Estrangeiros fará a sua análise e vão ser apresentadas propostas ao Presidente sobre as medidas de resposta. A decisão definitiva será adotada pelo chefe de Estado", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O mesmo responsável assinalou ainda que a Rússia vai aplicar "como sempre, o princípio da reciprocidade".

Estas medidas foram tomadas após o Reino Unido ter designado Moscovo como responsável pelo envenenamento com um gás neurotóxico do ex-espião Serguei Skripal e de sua filha, que ocorreu em 4 de março em Salisbury (sudoeste de Inglaterra), e que Moscovo desmente.

Londres expulsou de seguida 23 diplomatas russos, e após as sanções britânicas a Rússia reagiu e expulsou por sua vez 23 diplomatas britânicos e encerrou a delegação moscovita do British Council.

Já esta segunda-feira, foi anunciado que mais de 100 funcionários russos colocados em embaixadas em países ocidentais vão ser expulsos nos próximos dias em resposta ao envenenamento Skripal.

Ao nível da União Europeia, a medida foi decidida pelos chefes de Estado ou Governo reunidos em cimeira na quinta-feira em Bruxelas, e após uma declaração que incriminava a Rússia.

Numa ação coordenada, os Estados Unidos anunciaram a expulsão de 60 "espiões" russos. Na UE, 14 países adotaram a medida, com a Alemanha, França, Polónia e Canadá a expulsarem quatro cada cada, a República Checa e a Lituânia três, a Itália, a Holanda e a Dinamarca dois, a Finlândia e Estónia um.

Os três restantes países serão a Roménia, Suécia e Croácia.

Por sua vez, a Ucrânia decidiu ordenar a saída de 13 representantes russos.