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Juiz alemão prolonga detenção de Puigdemont

JOSEP LAGO/GETTY IMAGES

Puigdemont foi detido no domingo numa estação de serviço, em território alemão, junto à fronteira com a Dinamarca

O tribunal de primeira instância de Neumünster, no norte da Alemanha, decidiu manter Carles Puigdemont em prisão preventiva até que a questão da extradição do ex-presidente da Generaliat para Espanha fique resolvida.

Segundo o jornal espanhol “El Mundo”, esta já era uma decisão esperada porque, enquanto não há uma decisão final sobre a extradição - pedida por Espanha - que foi pedida, é expectável que se dite prisão preventiva. Um porta-voz da justiça alemã, citado pelo jornal espanhol “El Pais”, afirma que a decisão final “dificilmente será tomada antes da Páscoa”. Este processo de extradição pode demorar até 60 dias a ficar resolvido.

A Alemanha tem, agora, de decidir se aceita ou não o pedido de extradição feito por Espanha e se, até lá, mantém Puigdemont detido ou o liberta.

Puigdemont compareceu esta segunda-feira a um juiz de Neumünster, o tribunal de primeira instância mais próximo da prisão, para onde o ex-presidente foi conduzido este domingo. A sessão tinha como objetivo identificá-lo.

Puigdemont foi detido no domingo numa estação de serviço, em território alemão, junto à fronteira com a Dinamarca. O advogado do ex-presidente do governo regional da Catalunha, Juame Alonso-Cuevillas, foi informado que Puigdemont foi detido no Estado de Scheleswig-Holstein, o único com fronteira com a Dinamarca e confirmou que o ex-presidente da la Generalitat tinha sido detido pela polícia alemã. Puigemont acabara de cruzar a fronteira, quando seguia na estrada em direção a Hamburgo, a partir da qual tinha intenção de regressar a Bruxelas.