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Secretas espanholas avisaram Alemanha para fazer espera a Puigdemont

JOSEP LAGO/GETTY IMAGES

Segundo a revista semanal alemã "Focus", os serviços de informações de Espanha sabiam do trajeto do catalão que abandonou a Finlândia na sexta-feira

Os serviços secretos espanhóis alertaram as autoridades alemãs de que o ex-presidente do Governo Regional da Catalunha Carles Puigdemont, detido hoje junto à fronteira com a Dinamarca, poderia estar naquele país, revela a revista "Focus".

Citada pela agência de notícias espanhola EFE, a revista semanal conta que o departamento espanhol, denominado Sirena, alertou a polícia federal criminal alemã dessa possibilidade.

Segundo um porta-voz da polícia citado pela EFE, Puigdemont foi detido numa autoestrada alemã pelas 11h locais (cerca de 10h em Lisboa). O jornal "El País" diz que a detenção ocorreu no estado de Schleswig-Holstein, o único que faz fronteira com a Dinamarca.

A detenção de Carles Puigdemont ocorreu na sequência de um mandado de detenção europeu e internacional emitido pelo Supremo Tribunal espanhol.

Ainda de acordo com a EEF, a procuradoria-geral espanhola está a realizar "intensas negociações" com o Ministério Público alemão e a Eurojust (organismo europeu que se dedica à coordenação e cooperação judicial entre Estados-membro) com o objetivo de disponibilizar toda a documentação e material necessários para tornar eficaz os mandados de detenção contra o antigo presidente catalão.

O Supremo Tribunal espanhol decidiu na sexta-feira aplicar prisão efetiva sem fiança a cinco políticos independentistas catalães, acusados de delito de rebelião, no quadro da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.

Carles Puigdemont, ex-presidente da Generalitat, refugiado há alguns meses na Bélgica, deslocou-se nos últimos dias a Helsínquia para dar uma conferência, uma deslocação destinada a internacionalizar o processo independentista da Catalunha.

O juiz do Supremo Tribunal espanhol Pablo Llarena emitiu também mandados de detenção europeus e internacionais contra seis dirigentes independentistas pelo seu papel na tentativa de secessão da Catalunha, entre os quais Carles Puigdemont.

Segundo o deputado finlandês Mikko Kärnä, Puigdemont deixou Helsínquia na sexta-feira à noite.