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O Renault Espace de Puidgemont e as horas em que esteve desaparecido

Trânsito na A7 junto a Schuby, no dia 12 de fevereiro quando caiu um nevão naquela zona alemã

FOCKE STRANGMANN

De Helsínquia até Bruxelas seriam nada mais nada menos do que 2.278 quilómetros. Uma viagem de carro que podia demorar 31 horas e que foi interrompida 7 horas antes de chegar a casa

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O que já se sabe das últimas 72 horas do ex-presidente do Governo da Catalunha e como foi a detenção à entrada da Alemanha?

Carles Puigdemont vive em Waterloo, Bruxelas, desde dezembro, e na quinta-feira para a Finlândia, onde deu uma conferência em Helsínquia sobre o movimento independentista da Catalunha, a convite de um grupo de deputados finlandeses. Mikko Kärnä, deputado pela Lapónia finlandesa, tinha previsto uma visita de dois dias que incluia deslocação ao parlamento (Eduskunta) na tarde de quinta-feira, e uma conferência pública na sexta-feira na Universidade de Helsínquia, dedicada ao tema da situação política atual na Catalunha.

O regresso estava previsto para sábado, mas foi antecipado, quando se soube que a Espanha havia feito uma reativação do pedido de detenção às autoridades finlandesas. Puigdemont abandonou aquele país logo na sexta-feira. Logo nesse momento, ficou debaixo de mira da secreta espanhola (CNI) que pôs de aviso a Alemanha, por onde poderia ter que passar de carro.

No sábado, pelas redes sociais, Puigdemont prometeu "lutar até ao fim" pela liberdade na Catalunha " e por todos aqueles que considera "reféns de um Estado opressor", por alusão ao governo espanhol. Nesse dia, o seu paradeiro é desconhecido. Presume-se que possa ter viajado via Suécia. Seriam nada mais nada menos que 2.278 quilómetros a percorrer de carro, numa viagem que podia demorar 31 horas.

Domingo de manhã, o seu advogado, Juame Alonso-Cuevillas, tinha dito que não sabia “exatamente” onde estava o dirigente independentista, mas que este iria apresentar-se à polícia finlandesa, na sequência do mandado de detenção europeu emitido pela Justiça espanhola.

Menos de duas horas depois, Carles Puigdemont era detido pela polícia alemã na autoestrada A7, por onde entrou desde a fronteira com a Dinamarca. Foi avistado em Jagel e detido às 11h19 (hora local), a 30 quilómetros da fronteira. Viajava num Renaul Espace com matrícula belga, juntamente com outras quatro pessoas, cuja identidade não foi revelada. Encontra-se detido em Schuby, no Estado de Schleswig-Holstein.