Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Manifestações pela libertação de Puigdemont em Barcelona provocam 52 feridos

Manifestação em Barcelona contra a detenção de Carles Puigdemont

MARTA PEREZ/EPA

As ruas de Barcelona encheram-se de manifestantes contra a detenção do ex-presidente da Catalunha. Os ânimos exaltaram-se em algumas ocasiões. Há detenções e o registo de 52 feridos

Milhares de pessoas manifestam-se este domingo no centro de Barcelona contra a detenção, na Alemanha, do ex-presidente do Governo Regional da Catalunha Carles Puigdemont e a prisão de cinco políticos independentistas catalães, o que já levou à intervenção da polícia e à detenção de três manifestantes. A última contagem dá conta de 52 feridos, incluindo três agentes da polícia autónoma (Mossos d'Esquadra), segundo informações dos serviços de emergência.

O momento de maio tensão ocorreu quando os manifestantes pró-independência tentaram romper um cordão policial em torno do edifício da delegação do Governo espanhol. Aí, 50 pessoas tiveram de ser socorridas, enquanto outras duas ficaram feridasnuma outra manifestação, em Lleida. Nessa localidade perto de Barcelona, um grupo de cerca de 2 mil pessoas conseguiu passar o cordão policial em volta da delegação governamental, obrigando a polícia anti-motim a concentrar-se junto à porta do edifício.

Os protestos que envolvem milhares de pessoas na Catalunha foram motivados pela prisão do ex-presidente do governo regional catalão Carles Puidgemont e outros líderes independentistas.

A polícia autónoma da Catalunha deteve três pessoas nos arredores da delegação do governo central em Barcelona, onde alguns manifestantes lançaram ovos, latas, bombas de fumo e tinta amarela contra os agentes da polícia antimotim, que carregaram para defender o perímetro em torno do edifício que representa o poder de Madrid.

Puidgemont foi preso este domingo pela polícia alemã junto à fronteira com a Dinamarca no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pela justiça espanhola.

Na sexta-feira, o Supremo Tribunal espanhol acusou de delito de rebelião 13 separatistas pela sua participação no processo de independência da Catalunha, entre os quais o ex-presidente do executivo regional Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica.

O juiz responsável pela instrução do caso, Pablo Llarena, avançou com as acusações quatro meses depois do início da investigação à tentativa de organizar a criação de uma República independente na Catalunha. Os 13 acusados de rebelião podem ter de cumprir uma pena de prisão que pode ir até 30 anos de cadeia.

Carles Puigdemont é acusado de ter organizado o referendo de autodeterminação de 01 de outubro de 20017 apesar de este ter sido proibido por violar a Constituição espanhola.

Manifestantes gritaram "libertação"

Num protesto convocado pelos autodenominados Comités de Defesa da República (CDR), centenas de pessoas concentraram-se cerca das 16h locais em Canaletes, nas Ramblas de Barcelona, iniciando depois uma marcha pela Plaza de Catalunya e pelo Passeig de Gràcia, o que causou cortes parciais de circulação ao trânsito.

Mas também ainda decorrem protestos noutras cidades da região da Catalunha, como Girona, Lleida y Tarragona. Regista-se ainda o corte de estradas, por grupos independentistas, um pouco por toda a região, incluindo marchas lentas noutros circuitos

Em Barcelona, o número de manifestantes independentistas foi aumentando à medida que o protesto passava pelas ruas de Barcelona.

Os participantes na manifestação, empunham bandeiras e cartazes, em que se pode ler “desobediência civil”, enquanto gritam slogans a favor da libertação dos “presos políticos” e do ex-presidente Carles Puigdemont. Os manifestantes estão também a apelar a uma nova greve geral e a gritar "a Europa é uma vergonha", como se pode ver nos vídeos publicados no Twitter por jornalistas do "El País", que estão a acompanhar as manifestações no terreno.

Embora as notícias deem conta de uma manifestação pacífica, regista-se também a ocorrência de momentos de maior exaltação e tensão. De acordo com o El Pais, o Sistema de Emergências Médicas atendeu 17 manifestantes, devido a feridas "leves".

A manifestação convocada pelos Comités de Defesa da República coincide com um outro protesto convocado pela Assembleia Nacional da Catalunha, também contra a detenção do ex-presidente Carles Puigdemont e a prisão efetiva de cinco políticos independentistas catalães decretada pelo Supremo Tribunal espanhol.

A polícia alemã deteve hoje Puigdemont junto à fronteira com a Dinamarca.

A detenção acontece na sequência de um mandado de detenção europeu e internacional por parte do Supremo Tribunal espanhol, que na sexta-feira decidiu também aplicar prisão efetiva sem fiança a cinco políticos independentistas catalães, acusados de delito de rebelião, no quadro da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.

Notícia atualizada às 21h20, com atualização dos número de feridos assistidos pelo Sistema de Emergência Médica