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Expresso

Internacional

Trump muda chefe do Conselho de Segurança Nacional pela segunda vez em 14 meses

Bolton integrou as administrações de Bush sénior e de W. Bush

Alex Wong

Presidente norte-americano anunciou no Twitter que John Bolton, ultraconservador que defende respostas militares à Coreia do Norte e ao Irão, vai substituir HR McMaster à frente do importante organismo da Casa Branca

Donald Trump vai substituir o chefe do Conselho de Segurança Nacional pela segunda vez em pouco mais de um ano. Assim anunciou o Presidente norte-americano no Twitter na quinta-feira, numa publicação em que elogiou o "trabalho fantástico" desempenhado pelo tenente-general HR McMaster, garantindo que o conselheiro de saída "vai ser sempre meu amigo".

Será John Bolton, um ultraconservador republicano da era Bush, a substituí-lo no cargo a partir de 9 de abril, informou o líder dos EUA. Bolton, que defende a via militar para responder a potenciais ameaças da Coreia do Norte e do Irão, disse à Fox News que fará por dar ao Presidente Trump "um leque abrangente de opções" nos teatros internacionais assim que assumir a chefia do CSN e prometeu "tornar o país mais seguro a nível doméstico e no estrangeiro".

O homem que era embaixador dos EUA nas Nações Unidas à data em que as forças norte-americanas invadiram o Iraque é o terceiro a ocupar este cargo desde a tomada de posse de Trump em janeiro de 2017.

Michael Flynn, um general na reforma criticado até dentro do seu Partido Republicano, foi o primeiro a encabeçar o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca de Trump, antes de ter sido forçado a demitir-se ao final de 25 dias por causa de contactos ilegais com o embaixador da Rússia em Washington DC.

McMaster, que sucedeu a Flynn a 20 de fevereiro de 2017, é o último de uma série de elementos de alto nível da administração Trump a ser despedido ou a despedir-se ao final destes 15 meses. O seu afastamento surge uma semana depois de Trump ter anunciado no Twitter a saída de Rex Tillerson, até agora o seu secretário de Estado, que foi despedido pelo Presidente e substituído pelo diretor da CIA, Mike Pompeo.

Num curto comunicado divulgado na quinta-feira, McMaster agadeceu ao Presidente Trump tê-lo escolhido para suceder a Flynn e anunciou que vai meter os papéis para a reforma no final deste ano.

A Casa Branca garantiu, por sua vez, que o tenente-general de 55 anos e Trump "chegaram a acordo mútuo" para a saída depois de semanas de especulação sobre a sua iminente partida — confirmada um dia depois de fontes da Casa Branca terem avançado ao "Washington Post" que Trump ignorou os seus conselheiros de Segurança Nacional e decidiu felicitar Vladimir Putin pela sua reeleição como Presidente da Rússia.