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Catalunha: Mais uma independentista opta pelo “caminho do exílio”

Toni Albir / EPA

Marta Rovira, secretária-geral da Esquerda Republicana, faltou à audiência desta manhã no Supremo Tribunal em Madrid e anunciou, numa carta dirigida à militância, que abandona o território espanhol

A secretária-geral da Esquerda Republicana (ERC) Marta Rovira deveria apresentar-se esta sexta-feira no Supremo Tribunal em Madrid para conhecer a decisão do juiz Pablo Llarena. Mas a independentista não compareceu: decidiu abandonar o país.

Numa carta dirigida aos militantes do seu partido, e reproduzida na íntegra pelo jornal digital espanhol "eldiario.es", Rovira explica os motivos que a levaram a tomar esta decisão. "Hoje empreendo um caminho duro, um caminho que, infelizmente, tantos outros que nos precedem tiveram que empreender. O caminho do exílio".

A independentista catalã desabafa que "não se sentia livre" e que sentia a sua "liberdade de expressão censurada" devido às constantes "ameaças judiciais arbitrárias" pelo que opta pela "única forma de recuperar a minha voz política": o exílio.

Rovira é acusada, junto com seis independentistas, de crime de rebelião pelo seu envolvimento no processo de independência da Catalunha, que se iniciou no final do ano passado. Depois de ter sido formalmente indiciada em fevereiro e libertada sob uma fiança de 60.000 euros, a decisão do juiz que iria conhecer esta sexta-feira poderia terminar em prisão.

São já sete os independentistas que abandonam Espanha desde a tentativa falhada da proclamação de uma República Independente catalã.

Em outubro do ano passado, o ex-presidente do governo regional catalão, Carles Puigdemont, optou também por sair do país e procurar asilo na Bélgica, junto com os seus quatro conselheiros. Também Anna Gabriel, dirigente independentista do partido de extrema-esquerda CUP, se refugiou em fevereiro na Suiça.