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Internacional

Zimbabué dá amnistia a três mil presos para combater sobrelotação das cadeias

Foto AARON UFUMELI / EPA

Jovens condenados até três anos de pena de prisão, mulheres sem sentenças vitalícias, reclusos com deficiências ou com mais de 60 anos serão perdoados através da Constituição do Zimbabué. Medida foi tomada devido à falta de alimentos e roupas para os detidos

O Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, concedeu uma amnistia a cerca de três mil pessoas, na sua maioria mulheres e jovens que estavam a lotar as prisões, anunciaram esta quinta feira as autoridades prisionais deste país africano.

"O Presidente, seguindo a Constituição do Zimbabué, decidiu conceder uma amnistia a alguns presos, o que irá facilitar o descongestionamento das nossas prisões", anunciaram as autoridades prisionais do Zimbabué num comunicado citado pela AFP.

A medida destina-se, nomeadamente, a todas as mulheres presas, com exceções para as sentenças vitalícias e os prisioneiros com deficiências ou jovens cumprindo penas de até três anos.

Todos os prisioneiros doentes e com mais de 60 anos que já tenham completado um terço da sua sentença serão também libertados, acrescenta a nota divulgada esta quinta feira, que exclui da amnistia os condenados por homicídio, traição, violação, roubo ou violência.

O Zimbabué vive uma difícil situação económica, com relatos de falta de alimentos e roupas para todos os detidos, o que tem levado a um conjunto de libertações através de amnistias.

O país tem cerca de 20 mil presos, mas as prisões têm capacidade para apenas 17 mil.

As eleições gerais estão marcadas para julho, as primeiras desde a renúncia do Presidente Robert Mugabe, em novembro do ano passado, depois de 37 anos no poder.