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Sarkozy diz-se alvo de um “inferno de calúnia” no caso do financiamento líbio

IAN LANGSDON / EPA

O ex-Presidente francês, indiciado num caso de suspeitas de financiamento líbio na sua campanha eleitoral de 2007, diz que foi “acusado sem qualquer evidência material”

O ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, indiciado num caso de suspeitas de financiamento líbio na sua campanha eleitoral de 2007, disse aos magistrados que estava a viver um "inferno da calúnia", segundo a declaração reproduzida no 'site' do jornal "Le Figaro".

"Desde 11 de março de 2011, eu vivo o inferno desta calúnia", disse Sarkozy, que também denunciou a falta de "provas materiais" nas acusações contra si.

O ex-chefe de Estado francês foi indiciado na quarta-feira por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha eleitoral e encobrimento de fundos públicos da Líbia.

Sarkozy disse que foi "acusado sem qualquer evidência material" pelas declarações do ex-ditador líbio Muammar Kadhafi e seus parentes, bem como pelo franco-libanês Ziad Takieddine.

"Tem sido provado em muitas ocasiões que ele (Ziad Takieddine) recebeu dinheiro do Estado líbio", disse Sarkozy. E acrescenta: "sobre o senhor Takieddine, gostaria de lembrar que ele não prova, nesse período de 2005-2011, qualquer encontro comigo".

"Durante as 24 horas da minha custódia, eu tentei com toda a força da convicção que é a minha mostrar que as indicações sérias e concordantes que são a condição da acusação não existiam tendo em conta a fragilidade do documento que foi objeto de um inquérito judicial e as características altamente suspeitas do passado altamente carregado do senhor Takieddine".

"Os factos de que sou suspeito são sérios, eu estou ciente disso, mas, como eu continuo a defender com toda a convicção, se é uma manipulação do ditador Kadhafi ou dos seus seguidores (...) então eu peço aos magistrados que meçam a profundidade, a gravidade e a violência da injustiça que seria cometida contra mim", acrescentou.

O antigo Presidente da França indiciado na quarta-feira, esteve a ser ouvido durante cerca de 25 horas pelos investigadores, que o interrogaram na sede da Polícia Judiciária de Nanterre, nos arredores de Paris.