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EUA vão “ser mais fortes e muito mais ricos”: Trump impõe novas taxas sobre as importações da China

JIM LO SCALZO/ EPA

Por ano, os EUA devem conseguir cerca de 60 mil milhões de dólares. Trump assegura que China continua a ser um país “amigo”

A ideia não é de agora, mas foi agora que foi dado o primeiro passo para se tornar uma realidade: Donald Trump assinou a ordem presidencial que prevê a aplicação de novas taxas às importações da China. Esta quinta-feira, o presidente norte-americano anunciou que a medida vai trazer aos cofres da administração cerca de 60 mil dólares anuais (perto de 50 mil euros). Os EUA vão “ser uma nação mais forte e muito mais rica”, garantiu.

Com a assinatura da ordem presidencial, vem confirmar aquilo que já várias fontes da administração tinham avançado nas últimas horas, que tem como objetivo, segundo as palavras de Trump, a concorrência desleal por parte de Pequim e restringir o roubo de propriedade intelectual norte-americana.

“Temos um tremendo extravio de propriedade intelectual. Isto vai tornar-nos numa nação mais forte e muito mais rica”, anunciou Trump na Casa Branca.

Nas próximas duas semanas, refere a Casa Branca, deve ser publicada uma lista com as taxas propostas. Segundo a Associated Press, Trump também pediu a Steven Mnuchin, secretário do tesouro, para sugerir restrições aos investimentos chineses no país.

Num discurso antes da assinatura da ordem, Trump justificou a decisão com o facto de o défice comercial dos EUA com a China “estar fora de controlo”, exigindo que os governantes chineses “reduzam imediatamente o défice em 100 mil milhões de dólares (€81 mil milhões)”.

Do lado da China, já há a garantia de que o país presidido por Xi Jinping “tomará todas as medidas necessárias” para se defender.

À União Europeia, Brasil, Argentina, Coreia do Sul e Austrália não vão ser cobradas quaisquer tarifas, incluindo as taxas sobre o aço e alumínio, que entram em vigor esta sexta-feira.

Em 2017, a China foi a maior parceira de trocas de bens (mas não de serviços) dos EUA, ultrapassando o Canadá e o México. Dados oficiais mostram que, nesse ano, os norte-americanos exportaram 130,4 mil milhões de dólares (quase 106 mil milhões de euros) em bens para a China mas que importaram quase quatro vezes esse valor, colocando o défice da balança comercial dos EUA a rondar os 375 mil milhões de dólares (cerca de 305 mil milhões de euros).