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Eurodeputados apelam aos países que avancem para compras conjuntas de vacinas para fazer baixar os preços

FOTO CHRISTOPHER FURLONG/GETTY IMAGES

A Comissão de Saúde do Parlamento Europeu alerta ainda para a queda nas taxas de vacinação e para a necessidade de maior transparência nesta área.

A vacinação e a saúde em geral são sobretudo competência de cada Estado Membro, mas os eurodeputados apelam aos países para que avancem com compras conjuntas de doses de vacinas que faça baixar os preços.

"É injustificável que o custo de um conjunto completo de vacinas para uma criança seja 68 vezes mais caro em 2014 quando comparado com 2001”, diz o comunicado saído da reunião da Comissão de Saúde do Parlamento Europeu, que decorreu ontem e hoje em Bruxelas.

A Comissão Europeia, numa resposta ao eurodeputado Carlos Zorrinho, diz que está já a organizar com 19 Estados Membros - Portugal incluído - um acordo de aquisição conjunta de vacinas pandémicas. O objetivo é fazer baixar os preços e garantir stocks, numa cooperação entre países.

O eurodeputado socialista, que faz parte da Comissão de Saúde, diz-se "completamente a favor da vacinação". Ao Expresso, defende que é preciso apostar "na pedagogia, na transparência e na tomada de consciência de cada indivíduo" para uma decisão que pode afetar a vida não só do próprio mas também de outros.

Mas ao mesmo tempo que os eurodeputados saem em defesa de "vacinas rigorosamente testadas através de várias etapas e ensaios", reconhecem também que é necessária "maior transparência na avaliação de vacinas". Dizem que é preciso restaurar a confiança na vacinação, e alertam para as consequências da diminuição da taxa de administração de vacinas.

"O aumento da hesitação na vacinação é preocupante e tem tido consequências, tal como os evitáveis surtos de sarampo", diz ainda o comunicado. O documento sublinha ainda que as vacinas evitam cerca de 2,5 milhões de mortes todos os anos, em todo o mundo, e reduzem os custos de tratamento de doenças.

O relatório e as conclusões aprovadas agora por larga maioria na Comissão de Saúde deverão seguir para plenário, em Estrasburgo, em abril ou maio.