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MNE britânico: desmentidos russos sobre caso Skripal “são cada vez mais absurdos”

Leon Neal/GETTY

Boris Johnson diz que muitos foram vítimas do “comportamento maligno na Rússia” e que Moscovo “não vai enganar mais ninguém”

O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, considerou esta segunda-feira "cada vez mais absurdos" os desmentidos da Rússia sobre o envenenamento de um ex-espião russo na Grã-Bretanha.

"Os desmentidos da Rússia são cada vez mais absurdos", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico à chegada a Bruxelas para uma reunião com os seus homólogos europeus.

Segundo Johnson, "o que as pessoas podem ver é que esta é uma estratégia russa clássica de tentar esconder a verdade como a agulha num palheiro de mentiras e ofuscação".

Em declarações antes da reunião com os seus homólogos europeus, Boris Johnson disse que muitos foram vítimas do "comportamento maligno na Rússia" e que Moscovo "não vai enganar mais ninguém".

No domingo, após vencer as eleições presidenciais, o presidente russo, Vladimir Putin, considerou absurdas as acusações feitas à Rússia de que será responsável pelo envenenamento do ex-espião Sergueï Skripal, assegurando que o país "destruiu todas as armas químicas" e está "pronto a cooperar" com Londres.

"Que alguém possa pensar que na Rússia alguém poderia fazer tais atos, justamente antes das eleições e do Campeonato do Mundo de Futebol é absurdo e sem sentido", declarou o presidente aos jornalistas.

No sábado, o Governo russo garantiu que o gás 'Novitchok', com o qual terão sido envenenados o ex-espião russo Serguei Skripal e a filha, foi desenvolvido pelo ocidente e não pela Rússia como denunciado pelo Reino Unido.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, quando acusou a Rússia de ser responsável pelo ataque ao ex-espião e à sua filha usou como argumento o gás utilizado no ataque, dizendo que era de conceção russa.

O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha Yulia, de 33, foram encontrados inconscientes no dia 4 de março, num banco num centro comercial em Salisbury, no sul de Inglaterra, e estão hospitalizados desde então em "estado crítico, mas estável".