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Síria: mais de 1.500 curdos mortos desde início da ofensiva turca contra Afrine

STR

Em dois dois meses de ofensiva turca contra Afrine morreram mais de 1.500 combatentes curdos que defendem o enclave no noroeste da Síria

Mais de 1.500 combatentes curdos morreram desde o início da ofensiva turca contra o enclave de Afrine, no noroeste da Síria, onde a Turquia tenta expulsar desde 20 de janeiro uma milícia curda, foi hoje anunciado.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) precisou que "a maioria dos combatentes foram mortos em ataques aéreos e tiros de artilharia", quando as forças turcas e as milícias sírias aliadas entraram hoje de manhã na cidade de Afrine, onde os combates prosseguem.

As forças turcas e as milícias sírias aliadas de Ancara assumiram hoje o controlo de vários bairros da cidade de Afrine, a mais importante da região com o mesmo nome, um enclave curdo no extremo noroeste da Síria, foi anunciado.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou hoje sobre a entrada da Turquia na cidade, mas sem precisar que bairros foram tomados pelas forças turcas.
Num comunicado, os grupos aliados de Ancara anunciaram hoje que "entraram na cidade pelo leste e oeste".

As forças que integram a operação "Ramo de oliveira", como Ancara denominou esta ofensiva, já controlam 87% do território da região de Afrine, segundo informou o OSDH num outro comunicado.

Os avanços de hoje foram precedidos de intensos bombardeamentos nas últimas horas e de fogo de artilharia contra a cidade de Afrine e arredores, além de intensos combates entre as tropas turcas e a milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG nas siglas em curdo).
O objetivo da ofensiva turca é expulsar da fronteira turca a milícia YPG, considerada "terrorista" por Ancara, mas um valioso aliado de Washington no combate aos 'jihadistas'.

Desde o início da ofensiva, em 20 de janeiro último, pelo menos nos 289 civis, incluindo 43 menores e 28 mulheres, segundo os últimos números do OSDH.
Os contínuos bombardeamentos e o iminente ataque terrestre turco forçaram o êxodo massivo da zona de cerca de 200.000 civis desde a passada sexta-feira, fazendo temer um novo drama humanitário num país que entrou no oitavo ano de guerra, da qual já resultaram mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados, segundo o OSDH.