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Internacional

Síria: Mais de 150.000 pessoas fugiram de Afrine desde quarta-feira

Os 150 mil civis "fugiram pelo corredor sul", precisou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

YOUSSEF BADAWI

Mais de 150.000 civis fugiram da cidade de Afrine desde quarta-feira para escapar à ofensiva das forças turcas contra uma milícia curda nesta região do noroeste da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Mais de 150.000 civis fugiram da cidade de Afrine desde quarta-feira para escapar à ofensiva das forças turcas contra uma milícia curda nesta região do noroeste da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
"Durante toda a noite registaram-se combates violentos na periferia norte da cidade, com as forças turcas e os apoiantes sírios a tentarem entrar na cidade", precisou o OSDH.
O domínio da cidade de Afrine, onde viviam cerca de 350 mil pessoas, foi apertado, enquanto a Turquia e rebeldes aliados sírios lançaram em 20 de janeiro uma grande ofensiva contra o enclave curdo com o mesmo nome.
A cidade de Afrine está quase cercada, com a exceção de um círculo que permite aos habitantes deixar a cidade pelo sul para territórios controlados pelos curdos sírios ou pelo regime de Bachar al-Assad.
Os 150 mil civis "fugiram pelo corredor sul", precisou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.
O objetivo da ofensiva lançada pela Turquia é perseguir a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), classificada como "grupo terrorista" por Ancara, mas aliado valioso de Washington na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).
Na sexta-feira à noite 16 civis, incluindo duas mulheres grávidas, foram mortos num ataque aéreo da Turquia que atingiu o principal hospital da cidade de Afrine, segundo o OSDH.
A informação foi desmentida pelo Exército turco.

30 civis mortos em em Ghouta oriental

Pelo menos 30 civis morreram hoje devido a ataques aéreos sobre a localidade de Zamalka, no enclave rebelde de Ghouta oriental, alvo de uma ofensiva devastadora do regime de Bachar al-Assad, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
O OSDH não conseguiu precisar se os ataques foram lançados pela aviação do regime ou pelo aliado russo numa altura em que a ofensiva de Damasco já lhe permitiu reconquistar 70% do enclave rebelde de Ghouta.
O regime de Bachar al-Assad lançou desde 18 de fevereiro uma ofensiva de uma rara violência contra o último feudo rebelde às portas de Damasco e os bombardeamentos diários na zona mataram pelo menos 1.394 civis, incluindo 271 crianças, segundo o OSDH.
Com o avançar da ofensiva, a operação militar conseguiu dividir em três setores isolados os territórios ainda na posse dos rebeldes.
Os ataques aéreos de hoje visaram a localidade de Zamalka, situada na zona sul do enclave, na posse do grupo rebelde islâmico Faylaq al-Rahmane, segundo o OSDH.